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Saiu na imprensa
O ódio da mídia e a resposta da Conclat PDF Imprimir E-mail
Qua, 16 de Junho de 2010 16:06

Nos últimos dias, a mídia "privada" voltou à carga, com uma virulência impressionante, contra o sindicalismo brasileiro. Isto sempre ocorre às vésperas das eleições presidenciais. Primeiro foi a revista Época, que repetiu o bordão golpista de 1964 para atacar a "república sindical" instalada no governo Lula. Na sequência, como que numa ação orquestrada nas orgias do Café Millenium, o jornal O Estado de S.Paulo publicou longa "reporcagem" para criticar o "banditismo sindical".

Última atualização em Qui, 17 de Junho de 2010 10:31
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Ficha limpa: plenário poderá apreciar os destaques à proposta nesta semana PDF Imprimir E-mail
Dom, 06 de Junho de 2010 21:00
Os destaques ao projeto Ficha Limpa são o principal tema do plenário nesta semana. Há destaques para mudar pontos importantes da proposta, que amplia os casos de inelegibilidade, unifica em oito anos o período em que o condenado não poderá se candidatar e torna inelegíveis aqueles condenados por decisão de colegiado da Justiça.

Nas sessões ordinárias, os deputados devem analisar as medidas provisórias que trancam os trabalhos do plenário.

Incentivos fiscais
Se chegarem a tempo de serem incluídas na pauta, as emendas do Senado à MP 472/09 se tornarão o primeiro item das sessões ordinárias. A MP concede incentivos fiscais a diversos setores da economia, especialmente à indústria petrolífera das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Entre as emendas, destaca-se a que concede perdão de dívidas rurais de até R$ 10 mil contraídas perante o Fundo Constitucional do Nordeste (FNE), ou lastreadas em outras fontes com risco da União.

Veja as outras MPs que trancam a pauta do plenário da Câmara:

- 476/09, concede crédito presumido do IPI às empresas que usarem como matérias-primas artigos recicláveis adquiridos de cooperativas de catadores;

- 477/09, concede crédito extraordinário de R$ 18,1 bilhões a ministérios e estatais e cancela outros R$ 14,6 bilhões;

- 478/09, extingue o seguro habitacional vinculado ao Sistema Financeiro da Habitação (SFH) (a Caixa Econômica Federal fica responsável por administrar os seguros já feitos nessa modalidade) e prevê um aporte de R$ 172 milhões ao Fundo de Desenvolvimento Social para financiar moradias para famílias de baixa renda organizadas em cooperativas ou associações;

- 479/09, reorganiza carreiras do serviço público federal;

- 480/10, abre crédito extraordinário de R$ 1,37 bilhão a e ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para atender vítimas de chuvas e enchentes ocorridas no final de 2009 nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste;

- 481/10, autoriza doações de estoques públicos de alimentos para assistência humanitária internacional;

- 482/10, permite ao Brasil suspender pagamentos de direitos de propriedade intelectual para o país que descumprir as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Última atualização em Ter, 08 de Junho de 2010 10:22
 
Blitze detiveram 23 por embriaguez ao volante neste ano PDF Imprimir E-mail
Seg, 10 de Maio de 2010 10:01

As blitze realizadas pelo Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) em pontos específicos de Curitiba para flagrar motoristas embriagados ao volante resultou na realização de 270 testes de bafômetro e na aplicação de 146 multas de trânsito, em um período de cinco horas de atuação, na quinta-feira (6). "O objetivo dessas blitze é diminuir o número de pessoas que bebem e depois dirigem, além de flagrar os que fazem isso, colocando em risco a sua vida e a de outras pessoas", explica o comandante do BPTran, tenente-coronel Loemir Mattos de Souza. Ele anunciou que outras serão realizadas na cidade.

Participaram da ação, cerca de 60 policiais militares do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran). No total, a PM fiscalizou 370 veículos, dos quais 43 foram apreendidos, e 517 pessoas foram abordadas, sendo que seis foram detidas, duas delas por embriaguez. "O policial pode realizar testes de bafômetros se constatar qualquer tipo de condição de embriaguez, baseado no artigo 277 do Código Brasileiro de Trânsito", diz o tenente-coronel.

Somente em 2010, foram realizadas 124 blitze de trânsito para flagrar motoristas sob efeito de bebida alcoólica. Elas encaminharam 23 pessoas às delegacias por embriaguez ao volante. Ao todo, 192 condutores foram detidos por dirigirem sob o efeito de álcool em Curitiba em 2010, seja ele flagrado em blitze ou acidentes. Dos 1.972 acidentes ocorridos na capital este ano, 115 foram comprovadamente causados por motoristas embriagados. Do total de acidentes, 1,3 mil registraram vítimas.

Em 2009, foram 269 blitze, as quais encaminharam 116 pessoas às delegacias por embriaguez. No total, tanto em se tratando de blitze quanto de acidentes de trânsito, foram encaminhadas o ano passado 912 pessoas embriagadas, na capital. Além disso, dos 9.024 acidentes registrados, 582 foram devido à embriaguez no volante. Deste total de acidentes, 6.079 apresentaram vítimas.

 
Motorista queimado tentou impedir confronto de bandidos com cobrador PDF Imprimir E-mail
Seg, 10 de Maio de 2010 10:01

O motorista de ônibus da região metropolitana, Ricardo Scamila, de 44 anos, que teve cerca de 30% do seu corpo queimado por dois homens na noite de quinta-feira (6), em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, sofreu o atentado depois de tentar evitar o confronto de bandidos com o cobrador do ônibus. Esta versão foi apresentada a diretores da empresa Auto Viação São José pela própria vítima, no instante em que era socorrida, ainda consciente.

“Tão logo tenha condições, vamos ouvir Scamila e levantar mais detalhes que auxiliem nas investigações”, disse o delegado Osmar Dechiche, responsável pelo caso. Até o fim da tarde desta sexta-feira (7), a vítima continuava internada em estado grave no Hospital Evangélico de Curitiba.

Por volta das 22 horas de quinta-feira, o ônibus, que fazia a linha Pedro Moro, estava estacionado na Rua Silvio Pinto Ribeiro, logo após o ponto final, no bairro Quississana. De acordo com as investigações, o cobrador do ônibus, Nilton Bueno Gonçalves, de 46 anos, conhecido como Abutre, teria descido do veículo e conversado por alguns minutos com dois homens, que estavam em uma motocicleta.

No entanto, o cobrador teria se desentendido com os dois homens, que estavam armados. Scamila, que é sargento aposentado da Polícia Militar (PM), desceu do ônibus para impedir a briga, mas um dos bandidos apontou a arma contra o rosto do motorista e ordenou que ele se ajoelhasse. “Mas Scamila não obedeceu e iniciou uma luta corporal com o homem. O outro bandido veio com uma garrafa pet, despejou líquido inflamável no corpo do motorista e ateou fogo. Posteriormente, eles puseram fogo no veículo para parecer um ato de vandalismo”, disse o delegado.

Na tarde desta sexta, a polícia ouviu o cobrador, que negou conhecer a dupla que cometeu o atentado e refutou a versão de que teria se desentendido com eles. Segundo a versão apresentada por Abutre, os dois incendiaram o ônibus e, Scamila, quando descia do veículo, teria esbarrado em um deles, que ateou fogo contra o motorista.

“A versão do cobrador é bastante contraditória e não condiz com o depoimento de testemunhas”, afirmou o delegado. Dechiche informou que o cobrador permanece na condição de investigado e acrescentou que ele já tem passagem pela polícia por receptação.

A Viação São José lamentou o ocorrido e informou que está dando o apoio necessário à vítima. Segundo o responsável pela área de tráfego, Antonio Celso, a empresa não recebeu nenhuma ameaça e não tem ciência de algum fato que possa estar relacionado às motivações do crime. “Para a gente não chegou nada. Estamos aguardando a conclusão das investigações e estamos à disposição para contribuir com os trabalhos da polícia”, disse.
 
Saiba como o fim do fator previdenciário (redutor) beneficia o trabalhador PDF Imprimir E-mail
Seg, 10 de Maio de 2010 10:01

A Câmara dos Deputados derrubou, na última terça-feira (4), a continuidade do fator previdenciário. Se a medida for de fato concretizada, os trabalhadores brasileiros precisam ligar o sinal de alerta para descobrir como será o cálculo da aposentadoria.

O fator leva em conta idade, expectativa de vida e tempo de contribuição. Sem ele, o brasileiro precisaria apenas cumprir os 35 anos de tempo de serviço e estar em dia com o INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) para se aposentar.

O texto ainda vai para votação no Senado e, se não for alterado e passar, segue para o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - que pode aprovar, alterar parcialmente ou vetar.

O fator previdenciário foi criado em 1999 com o objetivo de equilibrar receitas e despesas da Previdência Social e, assim, reduzir o saldo negativo das contas públicas. Ao mesmo tempo, seria um incentivo para os trabalhadores permanecerem mais tempo em atividade no mercado.

Segundo o presidente do Sintapi (Sindicato Nacional dos Trabalhadores Aposentados, Pensionistas e Idosos), Epitácio Luiz Epaminondas, a queda do fator previdenciário seria uma grande vitória para o trabalhador. Ele explica que o cálculo nada mais é que um redutor dos rendimentos dos brasileiros.

"Os mais pobres, que começam a trabalhar antes, são os mais prejudicados com o fator previdenciário por causa do ‘pedágio' que pagam para se aposentar", diz Epaminondas.

"Eles completam 35 anos de contribuição cedo, mas precisam esperar os 60 anos de idade, no caso dos homens, ou 55 anos no caso das mulheres. O cálculo provoca uma queda de até 42% no salário da mulher e de até 38% no dos homens". (Fonte: Vermelho, com R7)

 
MP 475/09: sem fator previdenciário, aposentadoria será maior e mais rápida PDF Imprimir E-mail
Seg, 10 de Maio de 2010 10:01
Se o Senado mantiver o texto da Medida Provisória 475/09, aprovado pela Câmara na terça-feira, trabalhadores brasileiros vão se aposentar mais rápido e com mais dinheiro a partir de janeiro de 2011. Isso porque, sem a aplicação do fator previdenciário, o segurado do INSS não precisará contribuir por mais tempo para se aposentar com a média a que tem direito, sem a ação do redutor.

Desde que foi instituído, em 1999, o fator trouxe economia de R$ 10 bilhões, porque estabeleceu fórmula que pune especialmente quem começou a trabalhar mais cedo. A tabela do fator leva em conta a idade, o tempo de contribuição e a expectativa de vida. Quanto mais jovem a pessoa se aposenta, menor é o benefício.

Autor da Emenda 26, que acaba com o fator, o deputado Fernando Coruja (PPS/SC) disse que o cálculo da aposentadoria manterá parte da fórmula atual, a chamada média longa, obtida a partir da soma dos 80% maiores salários de contribuição, mas retira o redutor do cálculo.

Hoje, uma mulher de 48 anos que contribuiu durante 30 anos com salário equivalente a R$ 3 mil, por exemplo, se aposenta com R$ 1.500. A partir de janeiro, sem o efeito fator previdenciário, ela poderá se aposentar com a média de R$ 3 mil, sem perdas.

"O cálculo fica como é hoje, mas sem o redutor. A média é obtida da mesma forma. O INSS calcula uma média de todos os salários de contribuição desde 1994. Como critério para a aposentadoria, valem o tempo de contribuição (30 anos para mulheres e 35 anos para os homens) e a aposentadoria por idade. O fator é injusto especialmente com o trabalhador braçal e com quem começou cedo, que são obrigados a contribuir mais tempo para a média integral", explicou o deputado.

A MP vai ao Senado com tendência de aprovação do novo reajuste, que subirá de 6,14% para 7,72%, e pagará retroativos desde janeiro, mas ainda não é certo que senadores acabem com o fator. Em 2008, projeto do senador Paulo Paim (PT/RS) foi aprovado, mas o presidente da Casa, José Sarney (AP), afirmou que é preciso estudar os números. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá vetar essa parte do projeto.

Votação pode ser já semana que vem

Para o senador Paulo Paim (PT/RS), é possível votar o projeto na semana que vem e garantir que o novo índice de 7,72% seja pago em julho, com atrasados referentes a seis meses. "A diferença é tão pequena que pode ser paga de uma só vez", disse o senador.

Lula afirmou que pode "consertar" ou manter decisão do Senado, mas insinuou que loucuras podem atrasar novo ciclo de desenvolvimento do País. Sobre uso do reajuste dos aposentados em pleno ano eleitoral, o presidente - prestes a se desgastar com o custo de um veto - comentou com ironia que "todos têm apreço pelos aposentados e, no ano eleitoral, aumenta o apreço de forma extraordinária".

Governo, Congresso e aposentados se articulam

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou que vai recomendar o veto ao projeto de lei que reajusta os benefícios acima do salário mínimo em 7,72% com retroatividade a janeiro; o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, quer convencer o Senado a votar 7% (proposta do governo); e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não resolveu o que fará após a decisão do Senado. Apesar disso, Lula fala em responsabilidade com as contas públicas.

Representações de aposentados e pensionistas, centrais sindicais e deputados federais se reuniram na quarta-feira com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB/MA), que se comprometeu a votar o projeto com urgência e garantiu que a tendência na Casa é a de manter a posição da Câmara.

"Estamos em ano eleitoral e dificilmente teremos o Senado modificando qualquer decisão da Câmara. Há uma simpatia muito grande aqui com os aposentados", disse.

Ele complementou que, em relação ao fator previdenciário, é cedo para afirmar que o Senado manterá a determinação de eliminá-lo a partir de janeiro, porque é preciso levantar o impacto da medida: "É uma questão controvertida e evidentemente a Casa está dividida".

Última atualização em Qua, 09 de Junho de 2010 16:17
 
Fórum Sindical dos Trabalhadores realiza seu 2º Encontro Nacional PDF Imprimir E-mail
Seg, 10 de Maio de 2010 10:01
Vinte e três entidades — entre confederações e centrais sindicais — vão realizar em Brasília, no dia 18 de maio, o 2º Encontro Nacional do Fórum Sindical dos Trabalhadores. O lema do encontro será “Em defesa da unicidade sindical, do emprego e dos direitos trabalhistas”

Das seis centrais sindicais reconhecidas pelo Ministério do Trabalho, quatro confirmaram presença — Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadores do Brasil), UGT (União Geral dos Trabalhadores e CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil). As demais entidades esperadas no encontro são CNTI, CNTC, CNTTT, CNPL, CONTTMAF, Contec, Contcop, CNTEEC, Contratuh, CNTA, CNTS, CSPB, CNTM, Contag, Cobrapol, USI, CCT, CSP e Cobap).

A segunda edição do encontro vai pôr em pauta temas importantes para a classe trabalhadora, além de propor uma ação conjunta do movimento sindical nacional em torno da luta pelos direitos trabalhistas e sindicais. Além dos debates, haverá uma homenagem a Luiz Tenório de Lima, falecido no dia 23 de janeiro deste ano. Tenorinho, como era conhecido, foi um dos maiores líderes sindicais do país, militando durante anos no Partido Comunista Brasileiro.

Os participantes do evento acompanharão painéis de debates sobre os seguintes assuntos: "A Luta Sindical e as Consequências da Globalização no Movimento Sindical e na Importação de Mão de Obra"; "A Promoção e a Estabilidade no Emprego e o Resgate das Lutas de Classe"; "Redução da Jornada de Trabalho para 40 Horas Semanais"; "Estratégias, Ações e Mecanismos contra as Práticas Antissindicais" e "A Resistência pelo Fim do Fator Previdenciário e a Garantia dos Direitos dos Aposentados e Pensionistas".

Confira a programação do encontro:


2º Encontro Nacional do Fórum Sindical dos Trabalhadores
18 de maio de 2010, Centro de Eventos e Treinamentos (CET), Brasília (DF)

9h: Solenidade de Abertura

10h20: Palestra de Abertura - "A Luta Sindical e as Consequências da Globalização no Movimento Sindical e na Importação de Mão de Obra"

12h20: Palestras - "A Promoção e a Estabilidade no Emprego e o Resgate das Lutas de Classe" e "Redução da Jornada de Trabalho para 40 Horas Semanais"

14h: Brunch

14h30: Palestra - "Estratégias, Ações e Mecanismos Contra as Práticas Antissindicais"

15h30: Palestra - "A Resistência pelo Fim do Fator Previdenciário e a Garantia dos Direitos dos Aposentados e Pensionistas"

16h30: Homenagem a Luiz Tenório de Lima
 
Acessibilidade em Curitiba: Transporte é bom, mas o resto... PDF Imprimir E-mail
Qui, 06 de Maio de 2010 09:22

Deficientes testam cidades que serão sedes da Copa em 2014. Em Curitiba, elogio foi apenas para o sistema de ônibus

Visitar os pontos turísticos de 12 cidades que receberão jogos da Copa do Mundo de 2014 e verificar se esses locais oferecem condições adequadas de acessibilidade. Essa é a proposta de uma expedição que passou por Curitiba nos últimos dias. O grupo, quatro pessoas com alguma dificuldade de locomoção ou deficiência – uma cadeirante, uma cega, uma surda e um idoso –, esteve na Arena da Baixada, que abrigará as partidas da Copa, e cartões postais como o Jardim Botânico, o Parque Tanguá, o Par­­que Barigui e o centro histórico. Na tarde de ontem, depois de almoçar em Santa Felicidade, o grupo visitou uma vinícola. Um dos pontos destacados pela equipe na visita a Curitiba foi o transporte. “Cada cidade tem suas diferenças, mas aqui o que nos chamou a atenção foi o transporte, que é bastante bom. Andamos também com a linha turismo”, comenta a produtora e coordenadora da expedição, Thelma Vidalis.

Se por um lado o transporte de Curitiba foi considerado bom, por outro a capital apresentou os mesmos problemas das outras cidades. Entre eles, a dificuldade de adaptação no comércio e em restaurantes. “Às vezes a disposição das mercadorias ou das mesas é tão apertada que não passa uma cadeira, ou então os banheiros não são adaptados. Ontem (segunda-feira) queríamos almoçar em um restaurante, mas tivemos de comer no shopping porque o banheiro não era adequado para um deficiente”, exemplifica Thelma. “O que a gente percebe é que há uma adaptação parcial, até agora não teve nenhuma cidade em que eu pudesse di­­zer que me senti totalmente acolhida”, diz Carla Carolina, que re­­ presenta os cadeirantes no grupo. Eles já visitaram Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. A proposta é refazer o trajeto no ano da Copa, para verificar se a acessibilidade nessas cidades foi melhorada.

O projeto é uma parceria entre o Instituto Muito Especial – que trabalha com inclusão social – e o Ministério do Turismo. A ideia é relatar a expedição em um livro e um documentário, e ainda reunir as experiências do grupo em um guia que será publicado em português e em inglês, tanto em versão impressa como na internet. A viagem começou no dia 14 de abril, no Rio de Janeiro. Depois de Curi­­tiba, o grupo vai ainda para Brasília, Salvador, Cuiabá, Ma­­naus, Fo rtaleza, Natal e Recife. O roteiro estará completo no dia 15 de junho.

Boas intenções

“Às vezes a gente vê que há a intenção de promover a acessibilidade, mas as pessoas ainda não sabem muito bem como fazer isso e acabam fazendo de forma incorreta”, diz Moira Braga, deficiente visual membro da expedição. E ela tem razão, de acordo com o diretor do Instituto Muito Especial, Marcus Scarpa: muitas vezes um empresário que vai construir um estabelecimento comercial, um hotel ou um restaurante até pode manifestar uma preocupação com acessibilidade, mas o profissional que ele contrata para executar a obra, seja um engenheiro ou um arquiteto, nem sempre está preparado para fazer essas adequações.

“É um problema que vem desde a formação desses profissionais, na faculdade não há uma disciplina sobre acessibilidade”, ressalta. Além da capacitação, Scarpa defende a necessidade de conscientização do poder público e dos empresários sobre a representatividade dessa população. “É preciso que haja uma percepção de que esse segmento é capaz de movimentar até R$ 300 milhões por ano em turismo e mesmo assim não está sendo bem assistido”, afirma.

 
Multas de ônibus com excesso de velocidade aumentam em mais de 1.900 no Rio PDF Imprimir E-mail
Qui, 06 de Maio de 2010 09:22
Sindicato dos Rodoviários nega que coletivos excedam a velocidade

Luísa Ferreira, especial para o R7

Em meados de 2008, a psicóloga Guenia Bunchaft, de 58 anos, aguardava para atravessar a rua São Clemente, em Botafogo, depois de sair de uma consulta médica quando um ônibus passou em alta velocidade bem próximo à calçada e acabou atingindo o braço dela. Guenia teve fratura exposta no pulso e foi operada. O motorista do ônibus não prestou socorro à vitima.
- O ônibus passou como um cometa. Tão rápido que eu acho que nem me viu, por isso, não parou.
O exame de corpo delito feito pela psicologa após o acidente mostrou que a lesão afetou 40% do seu braço. Há um mês, ela ganhou na justiça o direito de receber uma pensão mensal de R$ 1,5 mil da empresa.
Essa não é uma situação incomum no Rio de Janeiro, a maioria dos 8.600 ônibus da cidade excede o limite de velocidade. Só no primeiro trimestre deste ano, 11.596 viaturas foram multadas pelo Detran-RJ por estarem acima da velocidade média permitida, número 16,5% (pouco mais de 1.900) superior em relação ao mesmo período do ano passado.
O vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários, Oswaldo Garcia Gomes, disse que não há como os ônibus andarem em alta velocidade, pois há nos veículos um mecanismo que impede que eles ultrapassem os 60 km/h permitidos por lei. Os ônibus têm acoplado ao acelerador tacógrafos, equipamentos que registram a velocidade do veículo, mas não impedem que os veículos ultrapassem a velocidade permitida. O equipamento é utilizado para fiscalização das própria empresas.
O estudante Igor Ferreira, de 15 anos, também foi vítima de um ônibus em alta velocidade em janeiro de 2009. Assim como Guenia, o estudante estava em uma calçada, em Santa Cruz, na zona oeste do Rio. Ele conversava com amigos, quando um ônibus fez uma curva em alta velocidade e subiu com uma das rodas na calçada. O veículo acabou raspando e queimando a perna de Ferreira.
- Eu estava de costas para a rua, se não fosse meu amigo, que me avisou que o ônibus estava vindo, ele tinha pego minha perna mesmo, não ia ter só raspado.
Resíduos do pneu infeccionaram a ferida, resultado da queimadura causada pelo atrito com o pneu do ônibus. O rapaz ficou quatro meses de repouso, sem poder ir à escola, mesmo assim, conseguiu recuperar o tempo perdido no segundo semestre e se formou na oitava série no final do ano. Hoje, o adolescente está totalmente recuperado. Sua família não processou a empresa responsável pelo ônibus pois nem ele nem os amigos conseguiram identificar a linha a qual o carro pertencia.
A Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Rio de Janeiro ( Fetranspor) divulgou em nota que desenvolve em parceria com a Fundação Getúlio Vargas o programa motorista cidadão que já certificou mais de 14 mil motoristas em todo o Estado. O programa trabalha questões comportamentais, como o atendimento aos idosos, além de questões relativas à condução defensiva e estimula a chamada direção cidadã, em linha com o Código de Trânsito Brasileiro. A Fetranspor também ressaltou que as empresas têm um rígido programa de treinamento de condutores que começa nas garagens e tem sequência nas ruas .
De acordo com o Cyro Vidal, presidente da Comissão de Assuntos e Estudos Sobre Direito de Trânsito da OAB de São Paulo, a origem do alto registro de infrações de excesso de velocidade por condutores de ônibus é uma seleção dos condutores mal feita. De acordo com o Código Brasileiro de Trânsito é preciso ter uma habilitação de categoria D para dirigir um ônibus, o que subentende que o condutor tenha no mínimo 21 anos e pelo menos 1 ano de experiência conduzindo automóveis, algumas empresas exigem inclusive que os candidatos tenham um curso de especialização para ônibus. Segundo o advogado o departamento municipal de trânsito deve investigar quando há um registro alto de infrações, entre os fatores que podem levar os condutores a andarem em alta velocidade está o mau treinamento e o excesso de horas trabalhadas, que além de levarem o motorista a exceder na velocidade também podem causar sonolência causando acidentes ainda piores.
Na última terça-feira(27) a Secretaria Municipal de Transportes divulgou um ranking atualizado das empresas de ônibus que receberam o maior número de reclamações dos consumidores nos primeiros três meses de 2010 . A pesquisa que tem como base as queixas feitas ao Disque-Transporte ( 2286-8010) constatou que as cinco piores viações fazem trajetos na Zona Oeste e na Zona Norte da cidade, as regiões mais populosas do município. ( pode colocar o nome???? As empresas Zona Oeste , Campo Grande , Rubanil , Breda Rio e Pégaso). Das 1790 reclamações registradas pela ouvidoria 104 foram em razão de comprometimento à segurança de terceiros.

Secretaria abre licitação para o novo modelo de transporte por ônibus
Nesta quinta-feira a Secretaria Municipal de Transportes apresentou detalhes do novo modelo para a rede de transportes rodoviária que será licitado pela Prefeitura do Rio. Entre as exigências a serem cumpridas pelas empresas concorrentes estão a utilização do bilhete único no valor de R$ 2,40, a renovação da frota até 2016 e a limitação do número de passageiros em cada ônibus. O edital completo será lançado na última semana de maio.
 
Metade das empresas de motoboy de SP é clandestina, diz diretor da CET PDF Imprimir E-mail
Qui, 06 de Maio de 2010 09:22
Dados do Detran mostram um aumento da froto de motocicletas de mais de 22% em relação há dois anos.

Arthur Guimarães
Do UOL Notícias
Em São Paulo

A segunda motofaixa da capital paulista deve ser implantada ainda neste mês na rua Vergueiro, mas, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), ainda não há nenhum projeto de expansão para o resto da cidade. "Existem várias alternativas sendo estudadas pela equipe de planejamento, mas são vários impactos envolvidos, então não temos definido ainda nenhum novo local", disse o diretor administrativo da companhia, Roberto Allegretti, em entrevista ao UOL Notícias.
Segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), São Paulo registrava em março deste ano uma frota de 834.064 motocicletas, um aumento de mais de 22% em relação há dois anos. Pelos cálculos do diretor da CET, metade das empresas que empregam motoboys na cidade atualmente são clandestinas.
Em um balanço do trabalho do governo municipal nessa área, Allegretti falou à reportagem sobre a entrada dos motoboys no mercado formal, rebateu as críticas sobre o baixo número de motofaixas e contou quais são os próximos projetos da prefeitura para melhorar a fluidez do tráfego. Veja os principais trechos da entrevista:

UOL Notícias - Quantas empresas estão cadastradas hoje na prefeitura e quantas trabalham na informalidade?
Roberto Allegretti -
Temos o número de empresas regulares, que são 589 na capital. Pela minha experiência, deve haver pelo menos o mesmo número de clandestinos.

UOL Notícias - Como anda a regularização da categoria dos motoboys em São Paulo?
Allegretti -
O mais importante é trazer toda a categoria para a formalidade. Percebemos que há nos últimos anos um avanço por parte dos sindicatos nessa linha, identificando e regularizando os motofretistas e motociclistas na capital. Mas ainda há muitos que estão na informalidade. Sabemos da existência dessas empresas. É algo muito dinâmico. Se formam grupos de motociclistas, pegam um endereço e começam trabalhar.

UOL Notícias - O que a prefeitura tem feito para eliminar os clandestinos?
Allegretti -
Fazemos ações integradas entre os sindicatos e o Departamento de Transportes Públicos (DTP). Localizamos empresas por denúncias, intimamos e damos prazos para regularização. O complicado é que alguns motofretistas nem têm endereço, atuam tendo como base até carros estacionados na rua.

UOL Notícias - Como a prefeitura encara o dilema entre criar motofaixas para proteger os motociclistas e motofretistas e ao mesmo tempo ser criticada por incentivar o transporte individual?
Allegretti -
Não há dilema nisso. Temos que preservar a vida dos motociclistas e motofretistas. A circulação de motocicletas é uma realidade da cidade. Temos cadastradas mais de 700 mil motos. É um contingente bem significativo. Dez por cento de nossa frota é composta por motocicletas. Há uma realidade objetiva e uma opção pela vida. Temos uma média de um óbito por dia na capital. A ideia é tentar preservar ao máximo a vida de todos os motoristas. Fora isso, as pessoas ficam inválidas e deixam de trabalhar ou ficam machucadas, gerando um custo alto para o sistema de saúde e para a economia da cidade. Aliás, muita gente pensa que é o motoboy quem mais morre. Mas não é. Quem morre mais são os motociclistas que pegam a moto de manhã para ir trabalhar. Ou seja, todos estão envolvidos.

UOL Notícias - Se a motofaixa é um instrumento para evitar acidentes, por que a prefeitura está inaugurando apenas duas opções para tantos motociclistas?
Allegretti -
Você não pode criar a motofaixa em todas as vias principais, não tem espaço. Causaria um problema na fluidez. Como você vai fazer na avenida 23 de Maio? Você vai ter que inutilizar uma faixa de rolamento. Impacta a fluidez, impacta a segurança, já que fica difícil o motociclista sair da faixa com o trânsito carregado. Na 23 de Maio, você tem na hora de pico 1.500 motos circulando É um risco muito grande. Temos que encontrar vias paralelas.

UOL Notícias - E vocês estão encontrando vias paralelas?
Allegretti -
É um trabalho que exige muito estudo e critério. Há várias necessidades de adaptação, várias obras precisaram ser feitas para que a motofaixa funcione. Existem várias alternativas sendo estudadas pela equipe de planejamento, mas são vários impactos envolvidos, então não temos definido ainda nenhum novo local.

UOL Notícias - Quando deve começar a funcionar a motofaixa da rua Vergueiro?
Allegretti -
A obra está sendo encerrada. Agora no começo de maio, fazemos a sinalização horizontal e vertical. Então esperamos colocá-la em funcionamento na segunda quinzena de maio. E temos uma comissão composta por todos os segmentos envolvidos. Eles vão acompanhar a implementação, acompanhar a problemática. Teremos 90 dias para avaliar antes de tirar as motos da 23 de Maio.
 


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