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Pedágio liberado, mas para poucos usuários PDF Imprimir E-mail
Seg, 19 de Abril de 2010 10:32

Isenção de cobrança garantida a comunidades lindeiras por algumas concessionárias abre brecha para novos pedidos

Ponta Grossa - Está no contrato. Só carros oficiais e de emergência estão livres do pagamento do pedágio no Paraná. Mas, quando foi aberta a concessão das rodovias no estado, cada uma das seis concessionárias ganhou autonomia para dar isenção às comunidades lindeiras às praças de pedágio, desde que o agrado não incidisse na tarifa e o governo estadual fosse comunicado. Das seis concessionárias, três concedem isenções, beneficiando no mínimo 400 famílias paranaenses. A exceção abre brecha para novos pedidos. Imbituva, nos Campos Gerais, faz abaixo-assinado para conseguir o benefício também.

A praça de pedágio da concessionária Caminhos do Paraná, na BR-373, separa a cidade de Im­­bituva de cinco comunidades ru­­­rais, além de dar acesso a Ponta Grossa, que é procurado pelos imbituvenses pelos hospitais, universidades e comércio. O padre Leocádio Zytkowski chegou há dois meses na matriz de Imbituva. Depois das missas, ele escutava as queixas dos fiéis sobre o pagamento da taxa de R$ 6,70 no pedágio e as comprovava cada vez que tinha de passar pela praça para rezar missas, abençoar doentes e fazer reuniões nas capelas lindeiras.

Foi então que resolveu iniciar uma mobilização para evitar a cobrança. Há três semanas, um abaixo-assinado corre a zona rural e o centro. Os paroquianos ainda não contaram quantos nomes têm nas listas, mas acreditam que vão conseguir o apoio de toda a população. “Vamos esperar mais um pouco e procurar a concessionária, depois, se não tivermos resultado, nossos advogados vão fazer uma ação popular”, afirma padre Leocádio. Mas, no último dia 4, durante uma missa, uma pasta contendo pelo menos mil assinaturas sumiu. Os coordenadores do movimento não chegaram a registrar boletim de ocorrência, já que não sabem se foi um incidente ou algo proposital.

Adesão

O movimento conquistou pelo argumento. A missionária Josania Alessi assinou a folha. Ela diz que volta e meia tem de pagar o pedágio para fazer visitas aos paroquianos das comunidades rurais e o dinheiro sai do próprio bolso. “Para não pesar muito no orçamento, eu já tive de deixar o carro antes do pedágio e caminhar mais ou menos um quilômetro para fazer as visitas”, comenta. Até o padre Leopoldo Klemba, que abençoou a praça no dia da sua inauguração, aderiu ao abaixo-assinado. “Eu achei que foi um assalto para a população, poderia ter colocado a praça num local neutro, não no meio da cidade”, acrescenta. Con­forme o padre Leocádio, se a concessionária não pode isentar toda a população, que garan­­ta o pedágio livre para religiosos, estudantes, trabalhadores e doentes.

A Caminhos do Paraná ainda não foi formalmente comunicada do movimento. Mas, como adianta o presidente da seção paranaense da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR-PR), João Chiminazzo Neto, o pedido é inviável. “Até onde eu sei, eles querem isenção geral e isso é impossível de ser feito”, garante. A concessionária concede isenção para moradores da comunidade de Mariental, distrito da Lapa, na BR-476. O número de isentos não é divulgado pela concessionária por “decisão interna”, porém, de acordo com a assessoria de imprensa, foi feita uma análise caso a caso, levando-se em conta vários itens, como a distância da moradia à praça.

De graça

Na região de atuação da concessionária Ecocataratas, 240 veículos estão isentos do pedágio na praça da BR-277. Eles vêm de comunidades rurais próximas a Cascavel. Con­­forme a assessoria de imprensa, todo ano o cadastro de isentos é revisto. Novos pedidos chegam, e a concessionária avalia os riscos.

A Ecovia, que atende a BR-277, entre Curitiba e Paranaguá, isenta 161 famílias de uma comunidade lindeira. O acordo foi feito entre a associação de moradores e a concessionária. Segundo a assessoria de imprensa, levou-se em consideração o isolamento da comunidade após a construção da praça. O cadastro é constantemente revisto. As concessionárias Rodonorte, que administra a região dos Campos Gerais e parte do Norte, e a Viapar, que atua na região Noroeste, não concedem isenções extra-contratuais. A Econorte, na região de Londrina, não respondeu à reportagem.

Os beneficiados

O contrato isenta de pa­gamento, basica­mente, veículos oficiais e que prestem serviço público.

“Terão trânsito livre nas rodovias e nos trechos de acesso, ficando portanto, isentos do pagamento de pedágio, os veículos:

I – de propriedade da Polícia Militar Rodoviária;

II – de atendimento público de emergência, tais como do Corpo de Bombeiros, Ambulâncias, quando em serviço;

III – das forças militares, quando em instrução ou manobra; e

IV – oficiais, desde que credenciados em conjunto, pelo DER e pela concessionária.”

 
Paranaguá lidera casos de AIDS PDF Imprimir E-mail
Seg, 19 de Abril de 2010 10:30

Cidade portuária tem 30 casos da doença para 100 mil habitantes – quase seis vezes mais que a média nacional

A cidade de Paranaguá, no litoral do estado, lidera um ranking triste: tem a maior incidência de aids do Paraná. A cada 100 mil ha­­bitantes, 30 têm a doença, de acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde. Embora já tenha registrado números maiores – em 2006, o índice era de 73,6 casos a cada 100 mil habitantes –, a situação ainda é preocupante, visto que o município, de 140 mil habitantes, registra uma incidência quase seis vezes maior do que a média nacional, que é de 5,61 casos. Somente no ano passado, o Ambulatório de DST/aids do município notificou 150 novos casos. Desde 1984, quan­­do surgiu o primeiro caso da doença no Paraná, Paranaguá já registrou 1.147 casos.

A condição de cidade portuária é uma variável importante para a elaboração de estratégias de prevenção da doença em Pa­­ranaguá. “O fato de o município ter uma área de porto certamente contribui para esses nú­­meros. A cidade faz divisa com o mundo todo, e para cá vêm pessoas as mais variadas, algumas conscientes da importância da prevenção, e outras não”, opina a diretora do Departa­mento de Vigilância Epide­mio­lógica do município, Isa­bele An­toniacomi.

A professora do curso de Medicina da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), Fa­­biana Schuelter Trevisol, autora de uma tese de mestrado sobre a infecção por HIV de prostitutas na cidade portuária de Imbituba (SC), explica que as cidades com porto, por registrarem alta transição de marinheiros, costumam atrair mais profissionais do sexo. “A oferta é maior porque há quem consuma esse serviço e, embora as prostitutas estejam mais conscientes, ainda há muitas que não se previnem. Além disso, nesses locais, há maior comercialização de drogas ilegais, o que aumenta o consumo de drogas injetáveis, outro comportamento de risco que facilita o contágio.”

O diretor da ONG Hipupiara, de São Vicente, no litoral paulista, que representa os direitos de portadores que vivem na Bai­xada Santista e arredores, Beto Volpe, concorda. “A figura do marinheiro como aquele ho­­mem que tem um amor em cada porto já é emblemática. Ele passa dias embarcado, e quando volta para terra, ele quer diversão, na maioria das vezes, por meio do sexo, e nem sempre de modo seguro. Isso vale também para o embarcado que consome drogas”, comenta.

A relação entre os números altos de casos e os portos pode ser comprovada pelo último Bo­­letim Epidemiológico de aids, divulgado pelo Ministério da Saúde em novembro de 2009: entre os 100 municípios brasileiros com mais de 50 mil habitantes que apresentam maior incidência da doença, 17 são portuários. A campeã nesse ranking é Porto Alegre, com 111,5 casos pa­­ra cada 100 mil pessoas. Parana­guá ocupa a 97.ª posição.

Negligência

Para a coordenadora do Am­­bulatório de DST/aids do município, Carla Neri, outra explicação para o alto número de casos é a recusa da população em fazer testes. “Muitos acreditam que isso nunca vai acontecer com eles, se recusam a fazer o teste e, assim, não sabem se têm a doença, fazem sexo sem camisinha e acabam contaminando outras pessoas”, argumenta.

A coordenadora afirma que muitas mulheres casadas, hoje o grupo mais vulnerável, só descobrem a doença quando estão grávidas, pois a realização do teste é obrigatória em casos de gravidez. “Ainda há muito preconceito, embora haja bastante informação. Enquanto isso persistir, junto com a ideia de que isso só ocorre com o vizinho, va­­mos continuar a ver os índices crescerem.”

 
Detran aprova mais motoristas este ano no Paraná PDF Imprimir E-mail
Seg, 19 de Abril de 2010 10:28

O índice de aprovação dos motoristas que buscam a carteira de habilitação no Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) aumentou nos primeiros três meses deste ano, comparado com o mesmo período dos últimos dois anos. No exame prático, 62% dos candidatos foram aprovados, do total de mais de 105 mil que fizeram o teste. Em 2009, esse índice de aprovação foi de 58%.

O mesmo acontece no exame teórico, no qual dos 74,5 mil candidatos nesse primeiro trimestre, 64% tiveram êxito, contra 59% no mesmo período do ano passado. Entre os fatores que estão influenciando para esse resultado estão o aumento na carga horária das aulas obrigatórias (de 30 para 45 horas nas aulas teóricas e de 14 para 20 horas nas aulas práticas, definidas pela resolução 285/08) e o controle eletrônico implantado pelo Detran-PR. "Passamos a ter um controle eletrônico da frequência dos candidatos às aulas, o que fez com que o candidato se preocupasse em estar realmente dentro de uma sala de aula", analisa a coordenadora de habilitação do Detran-PR, Maria Aparecida Farias.

O total de inscritos no exame prático há dois anos foi bem mais expressivo do que em 2009: 910 mil em 2008 contra 684 mil no ano passado, o que também é explicado pela mudança na carga horária exigida. "Quando a nova resolução, que aumenta o número de aulas, foi publicada, houve uma grande demanda no Detran-PR porque as pessoas queriam aproveitar a carga horária anterior, o que evidencia o grande número total de exames em 2008, que caiu em 2009", explica Farias. Com a pressa em tirar a carteira, a preparação ficou comprometida e a reprovação foi maior: 42% em 2008, o que se repetiu no ano seguinte: 43,4% do total.

Prova

O piloto de uma prova eletrônica, que agiliza o processo para retirada da carteira, está sendo testado na unidade Tarumã do Detran-PR, em Curitiba. "Estamos verificando como está a operacionalidade e tão logo esteja finalizado vamos implantar o sistema nas outras unidades", adianta a coordenadora de habilitação do órgão.

O novo método dispensa os cadernos de prova de gabarito, ficando tudo armazenado diretamente no processo eletrônico do candidato. Tão logo termine a prova, o resultado já está disponível. A data para implantação do sistema nas demais 100 unidades do Estado depende do recebimento dos equipamentos necessários. A expectativa é de que isso aconteça ainda neste semestre.

Outra novidade é que, a partir de maio, quem for tirar a carteira de motorista vai precisar fazer aulas de direção à noite. A quantidade dessas aulas ainda depende de definição pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Autoescolas sob suspeita

Um suposto esquema de venda de carteiras de habilitação na região de Londrina está sendo investigado pelo Detran-PR, que verificou um elevado número de transferência dos processos de habilitação para a Circunscrição Regional de Trânsito do município de Sertaneja. Dois servidores do órgão estariam cobrando em torno de R$ 2,5 mil para facilitar a obtenção da carteira de motorista, o que já pode ter sido feito para mais de 200 pessoas.

O Detran-PR bloqueou as credenciais de duas autoescolas do município, os Centros de Formação de Condutores (CFCs) Campos e Sertaneja, que tinham participação no esquema, segundo apurou investigação, que começou em novembro de 2009.

No início desta semana, o processo administrativo que trata do caso deve ser encaminhado à Ouvidoria Geral do Estado para determinar as providências administrativas. "As conclusões serão encaminhadas ao Ministério Público e à polícia para providências civis e criminais", anunciou o Detran-PR, em nota.

A reportagem de O Estado entrou em contato com o Sindicato das Autoescolas do Paraná durante duas semanas para repercutir a quantidade de reprovações do Detran-PR e obter uma posição sobre a compra de habilitações na região de Londrina. A única pessoa autorizada a falar em nome do sindicato era o presidente, Justino Rodrigues da Fonseca, que não retornou aos questionamentos e nunca estava disponível para conceder entrevista.

 
Só a tecnologia pode livrar grandes cidades do caos PDF Imprimir E-mail
Seg, 19 de Abril de 2010 10:27

Metrópoles buscam soluções, como lombada inteligente e chips nos carros, para reduzir engarrafamento e evitar acidentes


Imagine uma lombada inteligente que não ofereça resistência quando o condutor está na velocidade correta ou um leitor biométrico que identifique portadores de necessidades especiais em vagas de estacionamento reservadas. Essas e outras no­­vidades provavelmente estarão presentes nas principais ruas das grandes cidades do mundo nas próximas décadas.

Para especialistas, o trânsito nas grandes metrópoles entra em uma nova era. Se antes apenas obras estruturais eram suficientes para resolver os problemas, hoje a criação de novas vias não consegue acompanhar o crescimento da frota. A solução é investir em tecnologia para garantir menos engarrafamentos e mais segurança.

Frota gigante

Dados do Departamento Nacio­nal de Trânsito (Denatram) mos­­tram que há cerca de 60 milhões de veículos circulando no Brasil. Desses, cerca de 10 milhões foram fabricados en­­tre 2008 e 2009. A maior concentração ocorre na Região Su­­des­te, seguida pela Sul. Como as ruas não podem ser expandidas na mesma proporção, o que se vê nas grandes cidades são filas sem fim. O problema vira uma avalanche e aumenta o número de mortos e feridos em acidentes de trânsito, causando mais despesas ao poder público com saúde. O Brasil gasta hoje mais com vítimas do trânsito do que com vítimas da violência.

A solução, obviamente, passa pela conscientização dos motoristas e ampliação e melhoria do transporte público. Sem esses dois fatores, nenhum trânsito no mundo pode ser considerado de qualidade. Somado a isso há o investimento em tecnologia. Antes apenas grandes obras – como a ponte Rio-Niterói, no Rio de Janeiro, construída na década de 70 – conseguiam atender à demanda. Hoje é preciso aliar inteligência e tecnologia às obras viárias. No caso carioca, por exemplo, passam pela ponte 140 mil veículos diariamente e a construção dá sinais de esgotamento.

Pelo computador

A tecnologia está sendo incumbida de administrar o trânsito nas grandes cidades. Softwares já são capazes de fazer uma avaliação sobre o movimento de veículo e apontar dicas para especialistas decidirem qual a melhor solução, um viaduto ou um semáforo, por exemplo. Se um desses programas fosse usado para analisar os problemas de trân­­sito da Linha Verde, uma equipe técnica delimitaria essa área no computador, iria até o local e analisaria um dia inteiro ou os horários de pico. O programa realizaria a contagem de carros, além de analisar o tempo de cada semáforo e a velocidade dos carros.

Placas sinalizadoras são outra opção. Elas indicam aos motoristas qual a rota menos engarrafada, incentivando o uso de vias alternativas. Para tornar o trânsito mais sustentável, empresas investem em carros elétricos. Protótipos já preveem que, en­­quanto o carro fica estacionado, “carregadores públicos” de bateria sejam disponibilizados.

Engenharia

O primeiro passo para ter a tecnologia como aliada do trânsito é a criação de uma central de engenharia de tráfego. Esta é a opinião do professor do De­­par­tamento de Transportes da Uni­­­versidade Federal do Para­ná (UFPR) Eduardo Ratton. “Em Curitiba não temos uma companhia específica de engenharia de tráfico, como a CET de São Paulo.”

Além disso, há outras duas ações necessárias. Para Ratton existe uma insuficiência do trans­­porte coletivo de massa em Curitiba, portanto o metrô seria essencial para melhorar o fluxo nas ruas da cidade. E por fim, há a sincronização de sinaleiros para o movimento fluir.

Para o diretor de Negócios In­­ternacionais da Perkons, em­­presa especializada em tecnologia do trânsito, José Mario de Andrade, as tendências apontam para a união de trânsito e veículos inteligentes. Tanto a via quanto os carros terão sistemas de comunicação interligados. Assim, se estiver chovendo forte, o veículo da frente poderá impedir que o veículo atrás acelere muito e cause uma colisão. “Ainda há apenas demonstrações experimentais desta tecnologia, mas é algo que a partir da próxima década será uma realidade.”

O vice-presidente da As­­so­ciação Brasileira das Em­­presas do Setor de Trânsito (Abetrans), Angelo Leite, aposta na implan­tação de chips para o monitoramento dos veículos. Com essa medida, todos os carros seriam identificados pelos órgãos com­­petentes e, ao invés de mo­­nitorar se o condutor ultrapassou o limite de velocidade em ape­­nas um ponto da cidade (co­­mo é feito atualmente com os radares), haveria um acompanhamento constante. Leite afir­­ma que não haveria invasão de privacidade, já que as pessoas estariam circulando pelo espaço público.

 
Criação de empregos bate recorde no ano PDF Imprimir E-mail
Sex, 16 de Abril de 2010 14:37

No primeiro trimestre, foram abertas 657 mil vagas no país, maior número para o período. No Paraná, foram 50 mil

A geração de empregos bateu no primeiro trimestre um recorde histórico para o período: foram abertas mais de 657 mil vagas no país. O dado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Tra­balho, se refere a postos de trabalho formais e reforça a impressão de que o ritmo de crescimento da economia está forte. Em março, foram contratadas 266 mil pessoas no país, o maior número já registrado para o mês.

No Paraná, o ritmo de abertura de vagas também está forte, mas não chega a ser recorde. Em março, foram abertos mais de 23 mil postos de trabalho no estado, enquanto no primeiro trimestre o saldo acumulado é de 50 mil empregos. Esses números são inferiores apenas aos vistos em 2008, segundo o Caged. No trimestre, a maior parte das vagas (56%) apareceu em cidades do interior, e a criação de postos foi puxada pelo setor de serviços, com 19 mil contratações, e pela indústria, com 17 mil novos empregados – o que mostra a recuperação do setor depois de meses de lentidão provocada pela crise.

“Toda a cadeia produtiva está reagindo muito bem e vai continuar reagindo. No ano passado, dependíamos mais do mercado interno, mas agora a reação foi mais forte do setor de exportação”, disse o Ministro do Tra­balho, Carlos Lupi, que prevê a criação líquida de 340 mil a 360 mil vagas em abril, o que seria o melhor resultado para toda a série histórica. “Vamos viver o melhor abril, o melhor semestre e o melhor ano da geração de empregos”, prevê.

O desempenho do mercado de trabalho reforça as previsões de que a economia brasileira terá um crescimento forte em 2010. O Banco Central projeta uma expansão de 5,8%, enquanto o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aposta em algo entre 5,5% e 6,5%. Alguns analistas, como os economistas do JP Morgan, já falam em crescimento perto de 7% no ano. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que fica satisfeito com um desempenho entre 5,5% e 6%, e calcula que o desemprego no Brasil, hoje em 7,4%, ficará abaixo de 7% em dezembro.

Desempenho

Todos os 25 subsetores de atividade avaliados pelo Ministério do Trabalho apresentaram aumento do nível de emprego no mês passado. Destes, 15 apresentaram números recordes. Em números absolutos, os destaques ficaram com os segmentos de serviços, indústria, construção civil e comércio. O setor de serviços, além de registrar a maior geração de empregos para o mês (106 mil postos de trabalho) também apresentou o segundo resultado para todos os meses da série histórica.

A indústria exibiu aumento de empregos recorde pelo terceiro mês consecutivo, gerando, em março, 72 mil vagas. A construção civil foi responsável pela criação de 38 mil vagas líquidas, também o terceiro recorde consecutivo. “A indústria de transformação, mesmo não sendo a maior, que foi a de serviços, mostrou muita pujança nos primeiros três meses do ano”, considerou Lupi. O ministro também detectou uma retomada dos empregos nas empresas voltadas para exportação, citando áreas como as de calçados, têxtil e metalurgia. A indústria têxtil, por exemplo, criou 11,4 mil postos em março, enquanto a metalúrgica criou 10,1 mil postos.

Análise

Renda cria ciclo que se realimenta

Para o coordenador de Estudos de Mercado de Trabalho do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Lauro Ramos, é provável que o Brasil esteja vivendo um ciclo virtuoso em que o mercado de trabalho realimenta o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). O especialista lembra que o mercado de trabalho, pela alta da massa salarial, influiu para a expansão de 4,1% do consumo das famílias em 2009 ante 2008. Este foi o principal componente positivo do PIB e impediu uma queda maior que a de 0,2% no ano passado. “Agora, mantém-se esse pilar (consumo das famílias) e reforçam-se outros pilares como exportações e indústria. Isso dá a ideia de realimentação positiva. O mercado de trabalho sustentou o PIB, agora o PIB cresce, aumenta a demanda agregada, que rebate no mercado de trabalho”, afirma Ramos.

Agência Estado

 
Detran apura suposta venda de CNHs PDF Imprimir E-mail
Sex, 16 de Abril de 2010 14:36
O Detran-PR está investigando um suposto esquema de corrupção na emissão de carteiras de habilitação em Sertaneja, no Norte do estado. Dois funcionários foram afastados e duas autoescolas são suspeitas de participação no esquema. Alunos pagavam até R$ 2 mil para terem facilidades nos testes ou serem aprovados automaticamente. Um cruzamento de dados apontou que alunos reprovados em Londrina transferiam o processo de habilitação para Sertaneja, município com 6 mil habitantes. O grande número de pessoas buscando carteiras gerou desconfiança. Segundo o Detran, 270 documentos estão sendo investigados e podem ser cancelados. Foram afastados o diretor da Central Regional de Trânsito de Sertaneja e outra funcionária.
 
Comitê quer reduzir número de acidentes de trânsito PDF Imprimir E-mail
Sex, 16 de Abril de 2010 14:34

Dados do Batalhão de Trânsito de Curitiba (BPTran) apontam que ao longo de 2009 foram registrados na capital 5.183 acidentes com vítimas e, nos três primeiros meses de 2010, outros 1.170. No mesmo período foram 216 atropelamentos e 16 mortes.

A elaboração constante desses relatórios sobre acidentes de trânsito em Curitiba fez com que o BPTran, em parceria com Urbanização de Curitiba S/A (Urbs), criasse ontem o Comitê Técnico Operacional de Trânsito.

Para o tenente-coronel Loemir Matos de Souza, do BPTran, de nada adianta existirem somente planilhas. “No decorrer do tempo constatamos que tínhamos apenas números, nada mais do que isso. Como detemos as informações de onde os acidentes acontecem, firmamos essa parceria na tentativa de minimizar e solucionar de fato a causa dessas colisões”, explica.

O trabalho do comitê começará nos cinco cruzamentos com mais acidentes de Curitiba em 2009. São eles: Victor Ferreira do Amaral com BR-116 (18 acidentes); Victor Ferreira do Amaral com Brasília de Lara (15 acidentes); Sete de Setembro com Mariano Torres (15); João Negrão com Sete de Setembro (12); e Avenida Juscelino Kubitschek com Eduardo Sprada (12).

“Poderemos mudar o tempo no sinaleiro, acrescentar placas, faixas, dentre outras modificações que, mesmo pequenas, podem solucionar grandes problemas”, revela. A população pode participar pelo telefone (41) 3281-1600 begin_of_the_skype_highlighting (41) 3281-1600 end_of_the_skype_highlighting ou pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

 
Intercâmbio para melhorar o transporte coletivo PDF Imprimir E-mail
Sex, 16 de Abril de 2010 14:28

Promover um intercâmbio de informações entre as diversas cidades, com o objetivo de melhorar a qualidade do transporte coletivo urbano dos países que compõem a América Latina.

Este é o objetivo da Associação Latino-Americana de Bus Rapis Transit (ALABRT) e dos Sistemas Integrados de Transporte (SIT). As entidades foram lançadas ontem, em evento realizado na prefeitura de Curitiba, com a participação de presidentes de dezessete agências gestoras de transporte urbano da América Latina.

“Através da associação, queremos sistematizar a aprendizagem, os acertos e erros relativos aos sistemas de transporte coletivo existentes na América Latina. Vamos promover intercâmbios de experiências e de processos de sistematização de indicadores, em diferentes âmbitos. A intenção é proporcionar um transporte público de qualidade e também encontrar alternativas ao transporte motorizado, contribuindo com a melhoria da qualidade de vida nos países latino-americanos”, disse o presidente da ALABRT, Fernando Paez, responsável pela TransMilenio, agência de transporte de Bogotá, na Colômbia.

Segundo o secretário técnico da ALABRT, o mexicano Luis Gutierrez, a associação deve contribuir para minimizar os problemas gerados pelo transporte motorizado, como congestionamentos, poluição, perda do espaço público, lesões corporais e mortes causadas por acidentes de trânsito.

“A associação é um instrumento de resposta às adversidades causadas pelo transporte motorizado. Para diminuí-las, temos que encontrar formas de transporte coletivo urbano mais eficientes, competitivas e de alto rendimento”.

A associação terá quatro vice-presidências, na capital paranaense, representada pela Urbanização de Curitiba S.A (Urbs); em Santiago, no Chile; em Guadalajara, no México; e em Guayaquil, no Equador.

“Foi em Curitiba que se iniciou o conceito de BRT (Bus Rapid Transit), através do expresso e dos corredores exclusivos. O sistema de transporte coletivo da cidade é copiado em todos os lugares do mundo e cada vez mais adotado como sistema de transporte de massa. Acredito que a troca de informações entre as diversas cidades da América Latina, feita através da ALABRT, é de grande importância para que todos possam evoluir”, comentou o presidente da Urbs, Marcos Isfer.

O apoio técnico e gerencial específico à ALABRT e ao SIT virá de três centros da Rede EMBARQ (grupo internacional de organizações colaborativas e comprometidas em tornar as cidades locais melhores para se viver) na América Latina.

 
Taxa assistencial: projeto poderá ser votado no Trabalho no dia 28 de abril PDF Imprimir E-mail
Qui, 15 de Abril de 2010 11:19
Em entendimentos mantidos, nesta quarta-feira (14), com o presidente da Comissão de Trabalho, deputado Alex Canziane (PTB/PR), ficou acertado que o colegiado vai votar no próximo dia 28 de abril, o PL 6.708/09, que regulamenta a cobrança, pelos sindicatos, da taxa assistencial.

As conversas foram mediadas pelo deputado Paulo Pereira da Silva (PDT/SP), que tem ajudado a destravar o projeto na Câmara dos Deputados. Articulam a aprovação da matéria na Casa, o Fórum Sindical dos Trabahadores (FST), as centrais e as confederações de trabalhadores.

O projeto, de autoria do senador Paulo Paim (PT/RS), foi aprovado no Senado no dia 16 de dezembro de 2009, em razão do esforço e trabalho desenvolvido naquela Casa Política pelo FST, que continua atuando para aprovar o projeto na Comissão de Trabalho e na Câmara.

No Senado, a aprovação da matéria contou com apoio substantivo dos senadores Paulo Paim, Inácio Arruda (PCdoB/CE), Romero Jucá (PMDB/RR), Renan Calheiros (PMDB/AL), Marconi Perillo (PSDB/GO), Aloizio Mercadante (PT/SP), Álvaro Dias (PSDB/PR), Osmar Dias (PDT/PR), Gim Argelo (PTB/DF), Agripino Maia (DEM/RN), Aldemir Santana (DEM/DF), Raimundo Colombo (DEM/SC), Antonio Carlos Valadares (PSB/SE), Arthur Virgilio (PSDB/AM), Marcelo Crivela (PRB/RJ), João Ribeiro (PR/T), Francisco Dornelles (PP/RJ) e Mão Santa (PSC/PI), como reconheceu o coordenador nacional do FST, José Augusto, que também é vice-presidente do DIAP.

 
Partidos não chegam a acordo sobre reajuste de aposentadorias PDF Imprimir E-mail
Qui, 15 de Abril de 2010 11:17
Líderes partidários da Câmara e do Senado reuniram-se nesta quarta-feira para tentar definir o reajuste das aposentadorias de valor acima de um salário mínimo, mas não chegaram a um acordo sobre o índice. A Medida Provisória 475/09, que trata desse assunto, deverá ser incluída na pauta do Plenário no próximo dia 27. O líder do governo e relator da MP, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), defende um índice de 7% e tem o apoio do PR, com ressalvas; já partidos como PDT, PSB e PCdoB querem um reajuste de 7,71%; e o DEM e o PSDB falam em um índice ainda maior.

A MP original estabelece um aumento de 6,14%, mas, na semana passada, senadores governistas e representantes dos aposentados negociaram um índice de 7,71%. No entanto, Vaccarezza afirmou que o seu relatório estabelecerá os 7%. Qualquer valor aprovado será retroativo a 1º de janeiro.

Vaccarezza afirmou que não mudará a sua posição. "Peço que os líderes reflitam, pois serei favorável aos 7% e recusarei todas as emendas com índice superior", afirmou. Ele conclamou a base aliada ao governo a votar pelos 7%. Vaccarezza afirmou que, caso o Congresso aprove os 7,7% "só restará ao presidente Lula vetar o reajuste".

O líder lembrou que um reajuste de 16,66% aprovado em 2006 para os aposentados que ganham acima do mínimo foi vetado por Lula em plena campanha pela reeleição, por ser inviável.

Alerta

Ao final da reunião, o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), disse que o governo será derrotado se insistir nos 7%: "Nós acreditamos que Lula não vai vetar os 7,71%, porque a diferença é muito pequena — de R$ 600 milhões, muito pouco para o orçamento da Previdência, de R$ 400 bilhões."

O líder do DEM, Paulo Bornhausen (SC), quer um índice ainda maior para o reajuste. "Nós defendemos 100% do PIBIndicador que mede a produção total de bens e serviços finais de um país, levando em conta três grupos principais: - agropecuária, formado por agricultura extrativa vegetal e pecuária; - indústria, que engloba áreas extrativa mineral, de transformação, serviços industriais de utilidade pública e construção civil; e - serviços, que incluem comércio, transporte, comunicação, serviços da administração pública e outros. A partir de uma comparação entre a produção de um ano e do anterior, encontra-se a variação anual do PIB. de 2008 mais a inflação, que vai chegar perto de 8,7%. É muito pouco perto do que o Executivo tem gastado", argumentou.

De acordo com Bornhausen, os aposentados só pedem uma reposição que não tiveram nos últimos sete anos. Ele avalia que este é o momento adequado, porque a economia e a arrecadação do governo estão crescendo.

O líder do PSDB, João Almeida (BA), anunciou apoio à proposta do DEM. Ele disse que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) deu aos aposentados um aumento real de 18,81%, enquanto o governo Lula, entre 2003 e 2009, deu apenas 3,5%. “É uma diferença brutal”, comparou.

Porém, o líder do bloco PSB-PCdoB-PMN-PRB, Daniel Almeida (PCdoB-BA), rebateu esses dados: “Há muito tempo o aposentado não tem ganho real; não teve com Fernando Henrique e Lula só agora tomou a decisão de recuperar essas perdas.” Segundo ele, o bloco é favorável à proposta das centrais sindicais, que dá ao aposentado 80% do PIB, equivalentes a um reajuste de 7,7%.

Divergências

O líder da MinoriaBancada partidária cujo número de integrantes seja imediatamente inferior à maioria e que expresse posição diferente desta em relação ao governo. Ou seja, maior partido de oposição ao governo. Atualmente, a minoria é o PSDB. , Gustavo Fruet (PSDB-PR), acusou o governo de ter usado "inverdades” para evitar a votação da MP. Ele apontou divergências no governo, citando que, enquanto Vaccarezza fala em 7%, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, defende os 6,14%.

“O resultado é que não se vota”, lamentou Fruet, lembrando que a validade da MP termina no início de junho. “Se continuar essa obstruçãoRecurso utilizado por parlamentares em determinadas ocasiões para impedir o prosseguimento dos trabalhos e ganhar tempo. Em geral, os mecanismos utilizados são pronunciamentos, pedidos de adiamento da discussão e da votação, formulação de questões de ordem, saída do plenário para evitar quorum ou a simples manifestação de obstrução, pelo líder, o que faz com que a presença dos seus liderados deixe de ser computada para efeito de quorum. , poderemos chegar em junho com várias MPs não votadas, e os aposentados podem ficar sem reajuste algum”, advertiu.

Já o líder do PDT, deputado Dagoberto (MS), informou que o seu partido fechou com o reajuste com base nos 80% do PIB.

O líder do PR, deputado Sandro Mabel (GO), defendeu o aumento de 7%, mas “casado” com o compromisso de dar ao aposentado, no Orçamento de 2011, um novo aumento real que pela regra vigente ele não teria, porque o PIB de 2009 foi próximo de zero. “Temos de aprovar o possível; um veto do presidente criaria uma situação difícil para o aposentado”, afirmou.

Íntegra da proposta:

MPV-475/2009

Reportagem – Idhelene Macedo e Luiz Claudio Pinheiro
Edição – João Pitella Junior

 


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