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Saiu na imprensa
Servidores do Ministério do Trabalho mantêm paralisação PDF Imprimir E-mail
Qua, 14 de Abril de 2010 10:53
A greve por tempo indeterminada realizada pelos servidores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no Paraná desde o último dia 6 de abril ganhou o reforço de servidores das agências de pelo menos mais dez estados, que aderiram ao movimento na segunda-feira. Ontem, os grevistas da superintendência de Curitiba decidiram manter a paralisação, em assembleia realizada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Ação Social do Paraná (Sindprevs).

Dentre as reivindicações, a categoria pede a implantação de um novo plano de carreira, a contratação de mais servidores, a melhoria das condições de trabalho e a criação de uma nova jornada de trabalho com atendimento ao público de 12 horas.

De acordo com a Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps), que coordena nacionalmente a paralisação, passaram a aderir à greve os servidores do MTE nos estados do Acre, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Sergipe e São Paulo.

No Paraná, já aderiram ao movimento os servidores das agências de Curitiba, Maringá, Ponta Grossa e Foz do Iguaçu, sendo que nestas duas últimas agências a adesão foi total e os atendimentos ao público não estão sendo realizados. Na capital, cerca de 70% dos servidores cruzaram os braços e o atendimento já começa a ficar comprometido.

O MTE informou que todos os itens da pauta de reivindicações foram atendidos, com exceção do plano de carreira, para o qual o ministério não tem governança. O MTE ressaltou, inclusive, que chegou a realizar um fórum de Melhoria de Condições de Trabalho no mês de março. Já o Ministério do Planejamento, ao qual caberia o deferimento ou não da última reivindicação, ainda não se posicionou sobre o assunto.

 
Mínimo e aposentadoria especial para portadores de deficiência na Câmara PDF Imprimir E-mail
Ter, 13 de Abril de 2010 14:02
Os projetos de lei sobre garantia de internet de banda larga nas escolas (PL 1.481/07), aposentadoria especial de portadores de deficiência (PLP 277/05) e acesso a documentos públicos (PL 219/03) são os destaques da pauta das sessões extraordinárias da Câmara desta semana.

Nas sessões ordinárias, a MP 475/09 é a principal matéria entre as nove medidas provisórias que trancam os trabalhos do plenário. Ela concede reajuste de 6,14% aos benefícios da Previdência Social de valor acima de um salário mínimo.

MPs que trancam a pauta do plenário da Câmara dos Deputados:

- 476/09, concede crédito presumido do IPI às empresas que usarem como matérias-primas artigos recicláveis adquiridos de cooperativas de catadores;

- 477/09, concede crédito extraordinário de R$ 18,1 bilhões a ministérios e estatais e cancela outros R$ 14,6 bilhões;

- 478/09, extingue o seguro habitacional vinculado ao Sistema Financeiro da Habitação (SFH) (a Caixa Econômica Federal fica responsável por administrar os seguros já feitos nessa modalidade) e prevê um aporte de R$ 172 milhões ao Fundo de Desenvolvimento Social para financiar moradias para famílias de baixa renda organizadas em cooperativas ou associações;

- 479/09, reorganiza carreiras do serviço público federal;

- 480/10, abre crédito extraordinário de R$ 1,37 bilhão a e ao Fundo de Participação dos Municípios (para atender vítimas de chuvas e enchentes ocorridas no final de 2009 nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste;

- 481/10, autoriza doações de estoques públicos de alimentos para assistência humanitária internacional; e

- 482/10, permite ao Brasil suspender pagamentos de direitos de propriedade intelectual para o país que descumprir as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Fonte: Diap

 
Presidiários organizaram atentados a ônibus em Londrina PDF Imprimir E-mail
Ter, 13 de Abril de 2010 14:01
O secretário de Estado da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, admitiu ontem que os ataques a ônibus em Londrina, no Norte do estado, têm relação com presos do Centro de Detenção e Ressocialização (CDR). O diretor do CDR, major Raul Leão Vidal, e o delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial, Sérgio Barroso, não comentaram as declarações. “O primeiro incêndio aconteceu em decorrência de represália de alguns presos, que teriam tido direito, em um primeiro momento, de sair porque estariam já com a possibilidade de ingressar em regime semiaberto. No entanto, devido à falta de vagas, eles resolveram tomar essa atitude”, afirmou Delazari, em nota divulgada pela Agência Estadual de Notícias. Na semana passada, três ônibus foram incendiados.
 
AL reconhece erro e "demite" 1,9 mil PDF Imprimir E-mail
Ter, 13 de Abril de 2010 13:59

A Assembleia Legislativa do Paraná anunciou ontem a demissão de 1,9 mil funcionários comissionados e sem concurso público. Eles serão exonerados no dia 30 de abril, mas muitos serão recontratados no dia seguinte, dentro das normas da Casa. A direção também antecipou o prazo para todos os funcionários se recadastrarem.

A “limpeza” é uma tentativa da comissão executiva da Assembleia de conter o movimento que pede a saída do cargo do presidente Nelson Justus. Nos bastidores, alguns deputados reconhecem que a exoneração em massa e a antecipação do recadastramento – o prazo venceria em 17 de maio – buscam passar a imagem que a Mesa Diretiva está tomando providências para dar uma resposta à série de irregularidades apontadas na série “Diários Secretos” da Gazeta do Povo e da RPC TV.

A reportagem mostrou, entre outras coisas, que a AL contratou 1,8 mil pessoas em três anos e que os três principais departamentos – a Presidência, a Diretoria-Geral e a Primeira-Secretaria – têm até nove vezes mais funcionários do que estabelece o regulamento interno.

Há indícios de nove crimes cometidos pela Assembleia ao longo dos anos, entre eles, formação de quadrilha, peculato e desvio de dinheiro público. O orçamento anual do Legislativo é de R$ 319 milhões.

Com as medidas anunciadas ontem, a AL espera localizar funcionários fantasmas e os responsáveis pela contratação de todos os que recebem salários. As medidas foram aprovadas em plenário pelos deputados.

Porta-voz

Escalado para falar em nome da instituição, o deputado estadual Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) admitiu que o Legislativo estadual está promovendo uma “limpa”, com o objetivo de excluir da folha de pagamento funcionários fantasmas ou de contratação duvidosa. “É o momento de reconhecer os erros e arrumar tudo daqui para a frente”, afirmou. O recadastramento foi anunciado em 10 de março, após o início da série “Diários Secretos”.

Quem não preencher os formulários até sexta-feira terá o depósito do salário suspenso. Os funcionários concursados também estão sendo recadastrados, mas não serão demitidos. A metade dos 2,4 mil funcionários – entre comissionados e concursados – já se recadastrou.

Lei

Os comissionados que forem recontratados serão enquadrados no plano de cargos e salários da Assembleia, aprovado em dezembro de 2009 e em vigor desde o mês passado. Cada deputado só poderá recontratar 23 pessoas – que é o limite permitido pela lei para cada gabinete parlamentar. De acordo com a Constituição Estadual, os cargos de confiança são de livre nomeação e exoneração. Segundo a assessoria de imprensa da Casa, os gastos com as demissões só serão contabilizados após o fim do recadastramento. Os comissionados terão direito às verbas rescisórias (férias e 13.º salário).

Para Romanelli, essa é uma forma de saber exatamente em que local trabalha cada servidor, desconsiderar processos antigos cheios de falhas e ainda estabelecer a responsabilidade de cada contratação.

Diário on-line

Os deputados também aprovaram ontem, em primeira discussão, o projeto que cria o Diário Oficial eletrônico da As­­­sembleia Legislativa. As edições deverão estar disponíveis para a consulta pela internet a partir de maio. A nova versão substituirá integralmente a versão impressa e os atos publicados não poderão ser modificados ou suprimidos. As eventuais retificações terão de constar numa nova publicação, sendo a responsabilidade do teor publicado de cada unidade administrativa ou órgão que a tiver produzido.

Fonte: Gazeta do Povo

 
Bernardo acena com inclusão do metrô de Curitiba no PAC 2 PDF Imprimir E-mail
Ter, 13 de Abril de 2010 13:57

Obra em Curitiba pode ser incluída em pacote para a área de mobilidade, mas depende de contrapartida da prefeitura

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou on­­tem que o metrô de Curitiba deve ser incluído na segunda etapa do Programa de Ace­leração do Crescimento (PAC 2), mas com a condição de que a prefeitura da cidade banque parte do projeto. “O governo vai entrar com uma parte e a prefeitura terá que financiar a outra”, disse o ministro, em Curitiba, durante uma reunião do Fórum Permanente Futuro 10 Paraná, que reuniu lideranças empresariais e parlamentares da bancada federal do Paraná.

Bernardo disse também que não acredita que o projeto fique pronto a tempo para a Copa do Mundo de 2014. “Não estamos discutindo metrô para a Copa porque acho que dificilmente daria tempo para fazer. Preci­samos dissociar as coisas. Até porque se prometemos um prazo, ao invés do metrô, teremos só um canteiro de obras.”

Segundo ele, as equipes técnicas do Ministério do Plane­jamento e da prefeitura devem se reunir provavelmente amanhã em Brasília para discutir detalhes técnicos do projeto, que ainda está em fase de elaboração. “É preciso considerar que não estão prontos esses estudos, não tem projeto básico ainda. E essas informações podem evoluir depois”.

A prefeitura de Curitiba informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não se pronunciaria sobre o assunto. No fim do ano passado, o prefeito Beto Richa se reuniu com o ministro Paulo Bernardo para tentar incluir a obra no PAC da Copa, mas não obteve sucesso. O governo federal propôs, na ocasião, que Curitiba financiasse o projeto integralmente. O governo se dispôs a ofertar R$ 960 milhões em financiamentos. A prefeitura, no entanto, alegou que um empréstimo tão alto provavelmente comprometeria sua saúde financeira.

Mobilidade

No PAC 2, o metrô de Curitiba seria incluído em um bolo de R$ 18 bilhões destinados a projetos de mobilidade urbana. Mas terá de disputar verba com outras cidades, entre elas Porto Alegre e Belo Horizonte, que também têm planos de metrô. Somente os gaúchos devem gastar R$ 4 bilhões. “No caso de Curitiba, não sabemos se o montante vai somar R$ 2 bilhões ou R$ 3,9 bilhões”, afirmou Bernardo, que preferiu não estimar de quanto poderia ser a participação da União no projeto.

Para a Copa, o ministro informou que estão garantidas obras como o corredor de transporte do aeroporto até a rodoferroviária, melhoramento da avenida Visconde de Guarapuava e a continuação da Linha Verde.

Ministro fala em porto federalizado

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, relançou a ideia de federalizar o porto de Paranaguá para elevar os investimentos no terminal paranaense. De acordo com ele, a crescente perda de participação de Paranaguá no escoamento é alarmante. Segundo dados da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Paranaguá respondia, em 2004, por 34% das exportações de soja em grão. Em 2009, essa participação havia caído à metade com a migração de cargas para Santos (SP) e São Francisco do Sul (SC).

“Estava falando com o ministro Pedro Brito [da Secretaria Especial de Portos] e o que o porto de Santos vai receber é uma enormidade. Serão R$ 2,5 bilhões em quatro anos. O investimento em Paranaguá é raquítico perto disso”, afirmou. Segundo ele, a proposta não é “brigar com o governo estadual por causa disso”, mas discutir o tema. “O governo federal tem mais recurso para investimentos, tem mais condições de fazer as obras”. Até agora, o porto de Paranaguá foi contemplado no PAC 2 com dois projetos: a construção de um silo graneleiro e a dragagem de manutenção e aprofundamento.

 
Gargalos sufocam crescimento PDF Imprimir E-mail
Seg, 12 de Abril de 2010 09:11

Os gargalos de infraestrutura custaram caro à economia do Paraná nas últimas duas décadas. Estima-se que o estado perdeu ou deixou de ganhar nesse período o equivalente a 11% do seu Produto Interno Bruto (PIB) – algo em torno de R$ 20 bilhões, com base nos números de 2008 – por causa da falta de investimento em estradas, portos, ferrovias e aeroportos. Para cada R$ 1 investido, especialistas calculam que são gerados R$ 0,50 de crescimento do PIB ao ano em um prazo de 20 anos, segundo cálculo da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em todo o Brasil, as perdas somaram R$ 360 bilhões.

Para o economista Gilmar Men­­des Lourenço, coordenador do curso de Ciências Econômicas da FAE, essa conta é “conservadora”. De acordo com ele, a falta de infraestrutura adequada pode inibir em até 2% o crescimento anual da economia do estado. “Dificil­­mente o Paraná e o Brasil vão conseguir crescer a taxas anuais de 5% nos próximos três anos. Não temos estrutura física para suportar esse avanço”, diz.

O Paraná vai precisar de pelo menos R$ 6,6 bilhões em obras para desatar o nó da infraestrutura nos próximos anos, segundo estimativa do Fórum Permanente de Desenvolvimento Futuro 10 Paraná, que reúne as principais entidades ligadas aos setores da indústria, do agronegócio, do comércio e dos serviços.

Competitividade

Em maior ou menor grau, todos os setores da economia do Paraná vêm sendo afetados pelos gargalos. Faltam armazéns para estocar a safra e ramais ferroviários para transportar a produção ao porto. Por deficiências de logística, exportar uma tonelada de soja do Paraná para a China pode custar quase o dobro do que fazer o mesmo do estado do Iowa, nos Estados Unidos. O frete para exportar um eletrodoméstico por Paranaguá, por exemplo, custa hoje o mesmo que o de uma mercadoria partindo da China para o mercado norte-americano, mesmo sendo a distância muito maior.

Por conta da falta de estrutura, apenas 4% das exportações da indústria paranaense são realizadas pelo aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais. Segundo a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), o transporte rodoviário gera um custo adicional de R$ 13 milhões por ano para a indústria. “Infraestrutura é uma questão de competitividade”, diz o presidente da Fiep, Rodrigo da Rocha Loures. De acordo com ele, esses gargalos vêm reduzindo os investimentos das empresas. “Ninguém investe se não tiver segurança de que terá como transportar sua produção. Muitas empresas deixaram de ampliar instalações e o Paraná deixou de atrair investimentos de novas empresas”, afirma.

O transporte no Brasil é caro e draga uma parte do que é gerado de riquezas. Segundo o Centro de Estudos em Logística, ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os custos com transporte e logística no país equivalem a 12,75% do PIB – nos EUA são de 8,20%. Enquanto no Brasil há o domínio do modal rodoviário, os americanos privilegiaram o uso de hidrovias e ferrovias. “A China investe o equivalente a 30% do seu PIB no setor, o dobro do que o Brasil”, compara Peter Wanke, coordenador do centro.

Apagão

Para ele, os gargalos devem ganhar evidência com a retomada da economia em 2010. A previsão de uma safra de grãos recorde, a retomada da produção industrial e as vendas em alta do comércio aumentam a pressão sobre estradas, ferrovias, portos e aeroportos. “O apagão de logística nada mais é que a demora cada vez maior para as mercadorias serem transportadas e a falta de previsibilidade, o que significa mais custos, perda de qualidade de serviços e de competitividade”, afirma.

Passado o efeito da crise, as transportadoras já sentem a pressão da demanda. “Já estamos com um volume equivalente a 2007. Quando chegarmos ao patamar de 2008, a situação vai ficar complicada”, diz o superintendente do Sindicato das Transportadoras de Cargas do Paraná (Setcepar), Luiz Podzwato. Uma pesquisa da Con­­federação Nacional dos Trans­­por­­tes (CNT) estima que 69% das estradas brasileiras têm problemas. De acordo com Podzwato, uma viagem entre Curitiba e São Paulo poderia ser até uma hora e quarenta minutos mais rápida se a duplicação da BR 116 – paralisada por problemas ambientais – fosse concluída.

 
Rodovias afetam renda da soja PDF Imprimir E-mail
Seg, 12 de Abril de 2010 09:07
O custo do transporte por caminhões de Cascavel, no Oeste do estado, a Paranaguá representa 16% do preço da tonelada da soja, de US$ 350, vendida pela Coopa­­vel, uma da principais cooperativas do estado. Em países como Estados Unidos e Argentina o custo médio do transporte é de 10%. “Hoje não usamos ferrovia porque ela é lenta e tem problemas. Se funcionasse de maneira adequada e tivesse velocidade, esse custo poderia cair a 10%”, diz Dilvo Grolli, presidente da cooperativa. Mas esses não são os únicos problemas dos produtores da região. Também faltam armazéns para estocar a produção recorde. A Coopavel deve receber dos cooperados esse ano 800 mil toneladas de grãos – entre milho, soja e trigo. Somente a soja terá um aumento da produção de 40%. “Já tínhamos um déficit de armazenagem de 20%. Em 2010, esse déficit vai para 40%”, afirma. Além da falta de armazéns, a logística de exportação é outra preocupação do agronegócio, com a falta de investimentos em ampliação de capacidade no porto de Paranaguá.

A ausência de uma estrutura que permita dar maior velocidade às exportações fez com que o terminal perdesse cargas, nos últimos dois anos anos, para o porto de Santos (SP). Em 2009, a movimentação de soja e farelo por Paranaguá ficou em 8,2 milhões de toneladas, contra 9,8 milhões do porto paulista, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). “Paranaguá padece de baixa produtividade. O terminal de Porto Velho (RO), por exemplo, já escoa o equivalente a um terço da carga de soja de Para­­naguá”, diz o consultor da área de logística da Confederação Nacio­­nal da Agricultura (CNA), Luiz Antonio Fayet.

Em um cenário de longo prazo, as limitações na logística de escoamento podem inclusive induzir a redução dos investimentos no campo. O potencial para o setor crescer ainda é grande, mesmo com a falta de áreas cultiváveis no estado. “Estima-se que a produção poderá crescer 80% em 40 anos graças apenas aos ganhos de tecnologia e produtividade”, diz Grolli, da Coopavel.

 
Militares planejaram outro atentado como o do Riocentro PDF Imprimir E-mail
Seg, 12 de Abril de 2010 09:05

O ex-chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI) e ex-comandante militar do Planalto, o general Newton Cruz, disse em entrevista que os militares planejavam na década de 80 um novo atentado nos moldes do Riocentro, que ocorreu em 30 de abril de 1981. A declaração foi feita ao programa “Globo News Dossiê”, da Glo­­­boNews. O Riocentro marcou o ápice da violência da ditadura contra movimentos de esquerda.

“Agora tem o seguinte: tempos depois [do Riocentro], recebi a informação de que havia um grupo lá no DOI (Destacamento de Operações e Informações) tentado fazer coisa parecida [ao atentado do Riocentro]”, disse ele. “Era da mesma natureza [atentado à bomba].”

Na entrevista, Cruz afirma que impediu esse segundo atentado que seria cometido por militares. “Isso não pode. Pela primeira vez saí da minha função. Disse: eu vou pessoalmente acabar com isso. Pedi para marcar encontro com dois elementos do DOI-Codi.”

Segundo ele, o encontro com esses dois militares ocorreu num hotel do Leme, no Rio de Janeiro. “Me encontrei com um tenente da Polícia Militar e um sargento. E falei: aconteceu isso no Riocentro e tive a informação de que estão com intenção de coisa parecida. Digam a seus companheiros que estiveram comigo e que se acontecer qualquer coisa parecida vou denunciar. Não houve mais nada. Acabou com bomba.”

Questionado sobre os motivos de revelar só agora o plano desse segundo atentado, ele respondeu: “Porque saiu agora. Porque agora falei, de repente.”

Frustrado

Militares que estavam dentro de um Puma estacionado no centro de convenções do Rio manuseavam uma bomba, que explodiu. Era noite e ocorria um show de música em comemoração do Dia do Trabalho. Minutos após a explosão no Puma, outra bom­­­ba danificou a casa de força do Riocentro. No Puma, estavam dois militares que serviam ao DOI, o braço militar da re­­­pres­­­­­são: o sargento Guilher­­­me Pereira do Rosário, que morreu na hora, e o capitão Wilson Ma­­­chado, que ficou gravemente ferido.

Cruz diz que falou com militares que participaram apenas da segunda explosão no Rio­­­­centro, que ocorreu perto da casa de força do local do evento. “A ideia não é matar ninguém. Era moda bomba em banca de jornal. Era jogar uma bombazinha lá fora, nas imediações. Era um ato presença: nós estamos aqui, vocês estão aí no evento de comemoração do 1.º de Maio. Não era [intenção matar] ninguém. (...) [Falei a um dos oficiais]: Vai, mas joga a bomba mais afastada. E ele saiu com o grupo, foi junto para assegurar que a bomba seria jogada fora [do Riocentro]. (...) E realmente a bomba foi jogada afastada, nas imediações da casa de força. não ia incomodar ninguém. (...) Então não posso fazer mais nada, segui para casa. Quando fui pra casa e liguei a TV é que soube da bomba que tinha ex­­­­plodido [dentro do Puma].”

Questionado sobre os motivos de não ter tentado impedir, ele respondeu: “Eu podia tentar o que? (...)nterceptar quem? (...) Ninguém sabia onde a bomba seria jogada.”

 
Presidente da Assembleia está na mira do MPE PDF Imprimir E-mail
Seg, 12 de Abril de 2010 09:03

O procurador-geral de Justiça, Olympio de Sá Sotto Maior Neto, instaurou na última quinta-feira (8) inquérito civil específico para apurar o caso dos diários secretos e contratações irregulares na Assembleia Legislativa do Paraná.

O inquérito é resultado das investigações feitas até agora pela Promotoria de Proteção ao Patrimônio Público. Olympio entra diretamente no caso para investigar possível responsabilidade do presidente da Casa, Nelson Justus (DEM), que tem a prerrogativa de só ser investigado pela Procuradoria-Geral.

Segundo nota pública divulgada pelo Ministério Público Estadual, “a primeira medida tomada no procedimento investigatório foi a requisição de cópia dos atos de nomeação e de exoneração, dos contra-cheques e das fichas funcionais dos servidores que estariam lotados no Gabinete da Presidência, dentre outros”.

Na nota, o Ministério Público citou o nome de 38 pessoas que serão investigadas por envolvimento em atos irregulares como “nomeações com violação às normas constitucionais; nomeação de servidores que não prestam serviços ao poder público, embora recebam remuneração; e utilização de nome de pessoas para desvio de verbas públicas”.

Entre os nomes citados estão a cunhada de Justus, Evani Justus (PSDB), prefeita de Guaratuba, e Gil Fernando Justus, irmão do presidente da Assembleia. Também será objeto da investigação a ausência de publicidade do Diário Oficial da Assembléia Legislativa, assim como ausência de publicação de vários atos administrativos, como nomeação de servidores, E exoneração.

A Assembleia, desta vez, respondeu rapidamente, emitindo nota dizendo que a atual Mesa Diretora da Casa trabalha pela transparência da instituição, repetindo ações da atual Mesa como o portal da transparência, o painel eletrônico e o fim do voto secreto e argumentando que desde o início das denúncias foi determinada imediata apuração dos fatos e prometendo relatório da Comissão de Sindicância para os próximos dias.

A nota termina dizendo que a Mesa “vem colaborando exaustivamente com toda a investigação do Ministério Público, fornecendo todas as informações que lhe são solicitadas, antes mesmo do término dos prazos fixados”.

 
Colisão fatal entre carro e caminhão na BR-376 PDF Imprimir E-mail
Seg, 12 de Abril de 2010 09:02
Átila Alberti
Bombeiros tiveram que cortar as ferragens pra libertar vítimas.

Um acidente entre uma carreta e um carro, na manhã de ontem, deixou uma pessoa morta e outra ferida na BR-376, em São José dos Pinhais. O passageiro do Renault Scénic placa AJK-7701, de Guaratuba, Gilberto Quadros da Silva, 32 anos, morreu na hora.

O motorista Ivo Batista Scheurman, 43, ficou gravemente ferido e foi encaminhado ao Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, no helicóptero da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Cremildo Cezino de França, 47, que conduzia o caminhão Volkswagen placa CZB-4961, de São Bernardo do Campo, saiu ileso da colisão e permaneceu no local do acidente bastante abalado.

Segundo o policial Matowski, da PRF, chovia por volta de 7h20, quando aconteceu o acidente. O motorista da carreta, de uma empresa de logística e que carregava um veículo Audi para pintura, fazia o retorno no quilômetro 629, sentido Curitiba. O Scénic não conseguiu frear, atingiu a traseira do caminhão e foi arrastado por alguns metros.

Os dois ocupantes do carro ficaram presos nas ferragens. Gilberto morreu no local. O condutor foi atendido pelo resgate da concessionária que administra o trecho. Segundo os socorristas, a vítima sofreu trauma no peito, face e fraturas nos braços e pernas.

Visibilidade

Conforme o agente da PRF, o motorista da carreta disse que o carro estava com os faróis apagados e ele não percebeu sua aproximação. O bafômetro de Cremildo deu negativo.

“Acho que o motorista não me viu. É um trecho de pouca visibilidade. Todo dia faço cinco viagens e pego esse retorno”, lamentou Cremildo, que é caminhoneiro há 30 anos.

O gerente de uma empresa de autopeças da rodovia alertou que o trecho é bastante perigoso. “Não há visibilidade nenhuma nesse retorno. À noite, a situação é pior. É um atentado à engenharia viária. Muitos acidentes já aconteceram aqui e vários outros ocorrerão se alguma providência não for tomada”, avisou Johedy Kasten.

 


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