Com a presença da maioria dos trabalhadores das empresas responsáveis pelo transporte coletivo urbano de Pato Branco na última sexta-feira (26/06), assembléia manteve recusa à proposta patronal e decidiu pelo ajuizamento de Dissídio Coletivo na Justiça do Trabalho

A assembléia na sede do Sintropab foi decisiva para deliberar sobre o impasse nas negociações coletivas do setor de transporte coletivo urbano de passageiros de Pato Branco. A maioria dos trabalhadores das duas empresas responsáveis pela prestação do serviço no município – LP e Transângelo – marcou presença.

A diretoria do Sintropab apresentou toda a análise do Dieese reafirmando as perdas salariais que os trabalhadores tiveram no ano anterior e as perdas irreversíveis que podem ocorrer – como o fim do anuênio e a demissão dos trabalhadores mais antigos das empresas, caso fosse aprovada a proposta patronal.

Ganância patronal

Outro ponto importante da assembléia foi a apresentação da planilha de custos do transporte coletivo, desmentindo que o reajuste e o anuênio dos trabalhadores não estavam incluídos no valor da tarifa. “Ficou claro que a ganância das empresas está acima de tudo. Nesta assembléia divulgamos aos trabalhadores a verdade sobre os gastos das empresas e desmentimos a choradeira dos patrões em relação ao reajuste e ao anuênio”, explica o presidente do Sintropab, Ênio Antonio da Luz.

Dissídio Coletivo

Após ter acesso à “caixa preta” dos custos do transporte coletivo de Pato Branco e confirmar o apoio dos trabalhadores, a assessoria jurídica do Sintropab está buscando as provas e documentação para ajuizar o Dissídio Coletivo de Trabalho. “Os trabalhadores estão conscientes e unidos com o sindicato. Vamos fazer todo esse trâmite legal, para depois convocar nova assembléia junto aos trabalhadores para definir novas ações”, explica o presidente.