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Saiu na imprensa
Câmara aprova texto-base do projeto ficha limpa PDF Imprimir E-mail
Qua, 05 de Maio de 2010 10:47

Projeto tenta barrar candidatura de candidatos condenados pela justiça.
Resta votação de destaques, o que pode mudar o texto final.

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (4) o texto-base do projeto que proíbe a candidatura de políticos condenados pela Justiça, chamado de ficha limpa. Resta ainda a votação dos destaques, o que pode mudar o texto final.

Existe, inclusive, a possibilidade de aprovação de novos textos que desfigurem o projeto e mantenham as regras atuais de que somente com a condenação em última instância o político não pode disputar eleições. A expectativa é que a votação seja concluída nesta quarta-feira (5).

O placar foi de 388 votos a favor e um contra. O voto contrário foi do deputado Marcelo Melo (PMDB-GO). O presidente da Câmara, Michel Temer, afirmou que Melo "deve ter se confundido", pois já fez elogios ao projeto.

O projeto tenta barrar candidaturas de pessoas condenadas pela Justiça que ainda tem processos tramitando devido a recursos. A proposta original, do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que recebeu mais de 1,6 milhão de assinaturas, previa a proibição de candidatura para quem fosse condenado em primeira instância.

Na Câmara, o texto já ganhou duas versões. Na primeira, só seria barrado quem fosse condenado por órgão colegiado. Na última, apresentada nesta manhã pelo relator José Eduardo Cardozo (PT-SP), seria permitido ainda um recurso a outro órgão colegiado superior para se conseguir uma espécie de “autorização” para a candidatura. Nesses casos, o político que conseguisse se candidatar teria seu processo analisado com prioridade pelo Judiciário. É este o texto-base que foi aprovado no plenário, mas que pode ser alterado nos destaques.

Existem várias possibilidades de alterações no texto. Uma das propostas que pode ser votada é do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) que retira do texto a possibilidade de se proibir a candidatura de quem foi condenado em decisão colegiada. Desta forma, valeria a regra atual de que somente quem é condenado em última instância não pode se candidatar.

Na noite desta terça, líderes de PMDB, PP, PTB e PR tentaram fazer com que a proposta retornasse à CCJ para sofrer novas mudanças. A maioria do plenário, no entanto, rejeitou a idéia. Com isso, foi permitido que Cardozo lesse seu relatório e o texto-base fosse aprovado.

O presidente da OAB, Ophir Cavalcante, criticou a possibilidade de se fazer alterações no projeto. Ele destacou que a intenção é votar o projeto até o início de junho na Câmara e no Senado para que ele possa valer para as eleições de outubro. “Se for mexer neste texto mais uma vez ele não sai. E se ele não sair nesse ano vai ficar para a próxima legislatura e aí ninguém sabe mais como fica”. O entendimento de que o projeto poderia valer nestas eleições não é consensual e a aplicação da lei, se aprovada e sancionada, será decidida pelo Judiciário.

 
Casal de juízes foge de blitz da Operação Lei Seca PDF Imprimir E-mail
Qua, 05 de Maio de 2010 10:47

Um casal de juízes fugiu de uma blitz da Operação Lei Seca, na madrugada de segunda-feira, na Praia de Botafogo, como revelou Berenice Seara na coluna “Extra, Extra!”. Maria Daniella Binato de Castro Abi Daud e Pedro Henrique Alves foram abordados em seu Pajero novo, sem placa, por volta das 3h. Lotada na Vara de Infância e Juventude do Rio, Maria Daniella dirigia sem a carteira de motorista.

O casal deixou o carro no local e foi de táxi para casa para buscar a habilitação dela, já que Pedro Henrique, da Vara $Infância, da Juventude e do Idoso de São Gonçalo, estaria alcoolizado. Segundo o porta-voz da Operação Lei Seca, o ex-subsecretário de Governo Carlos Alberto Lopes, o juiz retornou sozinho. E armado.

— Ele voltou, disse que havia bebido e se recusou a fazer o teste do bafômetro. Daí, pegou o carro e fugiu. Se fôssemos nós, seríamos presos. Foi uma loucura — disse Lopes.

O juiz não foi detido porque, pelo artigo 33 da Lei Complementar 35/1979, só pode ser preso por ordem escrita do tribunal ou em fla$de crime inafiançável. A lei também lhe garante porte de arma. Já o artigo 35 frisa como seu dever “manter conduta irrepreensível na vida pública e particular”.

O presidente do Tribunal de Justiça, Luiz Zveiter, só se pronunciará quando for notificado. O caso foi registrado na 10ª DP (Botafogo) como crime de desobediência. Procurado, o casal está de férias. Em março de 2009, a desembargadora Renata Cotta foi a Niterói para liberar a cunhada, bêbada, numa blitz. Até hoje, o TJ não foi notificado.

 
Câmara dos Deputados aprova aumento de 7,72% para aposentadorias PDF Imprimir E-mail
Qua, 05 de Maio de 2010 10:47
Os deputados federais votaram na noite desta terça-feira (4) pelo reajuste de 7,72% para os aposentados e pensionistas que recebem acima de um salário mínimo.

O texto aprovado substitui o do relator da medida provisória (MP 475), o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), que estabelecia um reajuste de 7%, apenas para o ano de 2010, o que equivale a 80% da variação do PIB mais inflação.

A proposta de Vaccarezza aumentava a oferta do Executivo, que previa um reajuste de 6,14% (aumento de 50% do PIB mais a inflação, com base no INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor, calculado pelo IBGE). O índice proposto pelo governo representava um gasto de R$ 6,7 bilhões por ano para a Previdência.

Toda a votação gerou polêmica entre os parlamentares da Câmara e do Senado, além dos ministros da área econômica. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou nesta terça-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não hesitaria em vetar “índices exorbitantes”. Outra discussão levantada com o projeto é o uso político da votação em ano eleitoral como forma de angariar votos da categoria beneficiada.

"Chegamos não a um número cabalístico, não a um número qualquer. Chegamos a um cálculo que a Previdência possa aguentar", argumentou Vaccarezza.

Além do reajuste, os parlamentares aprovaram a emenda do deputado Fernando Coruja (PPS-SC) que extingue o fator previdenciário a partir de janeiro de 2011. O fator, criado no governo Fernando Henrique Cardoso para reduzir o valor dos benefícios de quem se aposenta mais cedo, é uma fórmula utilizada para o cálculo do benefício, que se aplica aos trabalhadores do setor privado e público, regidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

A proposta segue agora para o Senado e deve ser sancionada ou vetada pelo presidente da República.

 
Greve geral contra cortes do governo paralisa Grécia PDF Imprimir E-mail
Qua, 05 de Maio de 2010 10:47

Trens, aviões e balsas estão parados; Parlamento alemão decide se apoia ou não pacote de resgate a gregos.

Funcionários públicos e do setor de transportes da Grécia realizam uma greve geral nesta quarta-feira - a terceira dos últimos meses - para protestar contra planos do governo de cortar gastos e aumentar impostos.

Todos os voos internacionais foram suspensos a partir das 0h00 locais (18h de terça-feira em Brasília), enquanto trens e balsas permaneceram parados.

Escolas, hospitais e muitos escritórios devem fechar em todo o país. Funcionários públicos e professores já haviam cruzado os braços desde o meio-dia de terça-feira.

Os grevistas também convocaram uma grande manifestação no centro de Atenas.

As medidas de austeridade anunciadas pelo governo no último domingo fazem parte de um acordo com a União Europeia e o FMI por um pacote de ajuda de 110 bilhões de euros, e vêm provocando revolta entre os cidadãos gregos.

Entre elas estão o congelamento de salários, o corte dos fundos de pensão e o aumento de impostos.

O objetivo é reduzir o orçamento em 30 bilhões de euros nos próximos três anos, com a meta de cortar o déficit orçamentário grego para menos de 3% do PIB até 2014. O PIB atual do país é de 13,6%.

O Parlamento grego deve votar as medidas até a sexta-feira.

Alemanha

Ainda nesta quarta-feira, o Parlamento da Alemanha começa a se decidir se aprova ou não o plano de ajuda da UE à Grécia.

A chanceler Angela Merkel deve defender sua decisão de tomar parte no pacote, que vai exigir que a Alemanha pague a maior parte do empréstimo.

As preocupações sobre a economia grega e seu impacto na zona do euro voltaram a derrubar as bolsas na terça-feira nos Estados Unidos e na Europa.

O euro caiu para o menor nível em 13 meses em comparação ao dólar, para US$ 1,3004, e chegou a ficar abaixo de US$ 1,30 durante o dia.

Nos Estados Unidos, as bolsas tiveram o pior desempenho em três meses. O índice Dow Jones despencou 2%, e a Nasdaq teve queda de 2,98%.

Na Europa, o índice FTSE 100 da bolsa de Londres fechou o pregão em baixa de 2,56%; em Paris, o CAC 40 encerrou o dia em -3,6% e na Alemanha, o índice DAX registrou baixa de 2,60%. O principal índice da bolsa de Atenas fechou em -6,7%.

Seguindo a tendência internacional, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou o pregão em baixa de 3,35%, em 64.869 pontos. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

 
STJ congela tarifa de ônibus em Londrina PDF Imprimir E-mail
Qua, 05 de Maio de 2010 10:47
Prefeitura de Londrina/Divulgação
Ônibus vão continuar circulando com os mesmo preços na capital do café.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve suspensos os efeitos do Decreto Municipal 29/2010, que previa o reajuste da tarifa do transporte coletivo da cidade de Londrina, na região norte do Estado. Com o decreto, publicado em janeiro, a passagem de ônibus passaria de R$ 2,10 para R$ 2,25.

A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) informou que o preço menor da tarifa já vem sendo praticado desde que o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) concedeu liminar favorável ao Ministério Público (MP), que ajuizou a ação para manter a atual tarifa.

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Cesar Asfor Rocha, considerou que a concessão de reajuste tarifário no serviço de transporte público deve ser precedida de amplos estudos técnicos da composição da tarifa para que o equilíbrio econômico e financeiro dos contratos de permissão vigentes possa ser preservado.

Para o ministro, sem verificar a existência de estudos técnicos, “não há como concluir pela ocorrência de grave lesão à economia pública sustentada pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização”.

No caso, a companhia alega que o reajuste da tarifa visa “manter o equilíbrio econômico e financeiro do contrato de concessão do transporte coletivo urbano”. A legalidade do aumento da tarifa foi questionada pelo MP, que ajuizou a ação civil pública, alegando falta de motivação.

Após o TJ-PR deferir a antecipação da tutela, a companhia recorreu ao STJ, alegando que a liminar poderá ocasionar grave lesão à ordem econômica e, ainda, que a majoração em questão equivale à sistemática do condomínio. Ou seja, “o aumento do valor dos insumos e a diminuição de quantidade de usuários causam um desequilíbrio no sistema”.

Curitiba


Em Curitiba, ao contrário da constatação do MP em Londrina, uma auditoria da Promotoria do Patrimônio Público concluiu que o preço da tarifa paga pelos usuários da capital estaria um pouco a baixo dos custos, ou seja, a passagem poderia até ser mais cara.

A promotoria chegou a instaurar um inquérito civil para aferir custos e gastos do sistema de transporte coletivo da capital. A medida partiu de uma denúncia da representação sindical de motoristas e cobradores de ônibus.

“A Promotoria realizou uma auditoria dentro da Urbs (Urbanização de Curitiba S/A), que é a gestora do sistema, durante três meses”, relata o promotor Maximiliano Deliberador.

 
Taxistas de Curitiba reclamam de multas PDF Imprimir E-mail
Qua, 05 de Maio de 2010 10:47
Daniel Caron
Taxistas se justificam dizendo que o tempo de desembarque é rápido.

Taxistas de Curitiba estão indignados por estarem sendo multados no embarque e desembarque de passageiros. Eles reclamam que, em muitas ruas da cidade, não há como parar para subida e descida de clientes em função da falta de estacionamentos regulamentados, o que gera transtornos no dia a dia profissional.

“Muitas vezes, somos obrigados a parar em locais proibidos para atender aos passageiros. Geralmente, o embarque ou desembarque dos mesmos não leva mais do que um minuto. É uma parada rápida e que não gera grandes transtornos ao trânsito, mas mesmo assim temos sido multados”, comenta o taxista Carlos Roberto Biscoski, que está na atividade há 21 anos.

O desembarque de uma senhora idosa em frente a um hotel rendeu uma multa de mais de R$ 100,00 ao taxista Claudio Rosa de Lima, que está há 25 anos na profissão. Ele conta que, no momento em que a mulher descia de seu veículo, um agente de trânsito passou pelo local e o alertou sobre a parada proibida.

“A senhora tinha dificuldades de locomoção e eu tive que ajudá-la a desembarcar. O agente veio falar comigo, eu expliquei a situação e ele se mostrou compreensivo, dizendo que estava tudo bem. Para minha surpresa, quinze dias depois recebi uma multa e tive que pagá-la”, conta.

O taxista Sebastião Rodrigues da Silva, que tem desenvolvido a atividade pelos últimos quatro anos consecutivos, diz que já foi multado diversas vezes. A última multa que recebeu foi por pegar um cliente na Avenida Sete de Setembro.

“Na Sete, há faixa amarela dos dois lados da via. Porém, se eu não fizesse uma parada rápida, não teria como pegar o passageiro que estava à minha espera. Parei e o resultado foi uma multa de R$ 85,00 e quatro pontos na carteira”.

Urbs

O coordenador da unidade de fiscalização de transporte comercial da Urbanização de Curitiba S.A (Urbs), Marcelo Ferreira, diz estar ciente das dificuldades enfrentadas pelos taxistas, mas afirma que o trânsito deve ser visto de maneira geral.

“Parar em fila dupla, por exemplo, é impossível. Já a parada em locais proibidos, de acordo com a lei municipal 9.700, é possível, mas desde que seja feita de maneira ágil e bastante rápida”, declara. “O problema é que muitas vezes os taxistas ficam aguardando que os passageiros cheguem até o carro e isto acaba sendo demorado. Porém, os agentes de trânsito são orientados a observar as situações e analisá-las da melhor forma possível, não punindo de forma injusta os profissionais”.

Segundo Marcelo, os taxistas também são autorizados a parar em vagas de Estar por quinze minutos, sem precisar colocar o cartão. “O taxista que não concordar com a multa também pode procurar a Diretran e recorrer da mesma. Com isso, o recurso será analisado”.

 
Câmara aprova fim do fator e 7,7% para aposentados. MPs vão ao Senado PDF Imprimir E-mail
Qua, 05 de Maio de 2010 10:47
O plenário da Câmara aprovou, no início da noite desta terça-feira (4), por 323 votos a 80 e duas abstenções, a emenda do líder do PPS, deputado Fernando Coruja (SC), à Medida Provisória 475/09, que extingue o fator previdenciário. Esta MP reajustou, a partir de 1º de janeiro, o salário mínimo de R$ 465 para R$ 510.

O fator previdenciário atinge apenas as aposentadorias do regime do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ao qual são vinculados trabalhadores do setor privado e servidores públicos regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Hoje, a aposentadoria por tempo de contribuição pode ser requerida após 35 anos de contribuição para homens, ou 30 para mulheres. O valor da aposentadoria resulta do cálculo das médias dos maiores salários de contribuição a partir de julho de 1994 – entram no cálculo apenas os oito maiores em cada 10 salários de contribuição.

O valor da média obtida por essa conta deve ser multiplicado, então, pelo fator previdenciário, calculado com base na alíquota de contribuição, na idade do trabalhador, no tempo de contribuição e na expectativa de vida.

A expressão salário de contribuição não é um equivalente perfeito de salário, porque os segurados com um salário maior que o teto da Previdência terão um salário de contribuição limitado a esse último valor, a partir de 1º de janeiro de 2011. O fator previdenciário é um índice usado para reduzir os valores das aposentadorias.

Reajuste dos aposentados
O plenário aprovou também o índice de 7,71% de reajuste para as aposentadorias da Previdência Social com valores acima de um salário mínimo. O índice consta de emenda do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT/SP), que também é presidente da Força Sindical, incluída na Medida Provisória 474/09.

De acordo com o autor da emenda, o reajuste foi acordado com os aposentados. Paulinho argumentou ainda que o senador Paulo Paim (PT/RS) garantirá a aprovação da matéria no Senado. (Com Agência Câmara)

Clique aqui e veja a votação nominal da emenda pelo fim do fator previdenciário
 
Cerca de 900 ônibus são multados depois de caos no trânsito no Rio por causa de culto evangélico PDF Imprimir E-mail
Qui, 22 de Abril de 2010 17:02

Flávia Villela
Repórter da Agência Brasil


Rio de Janeiro – Cerca de 900 ônibus foram multados pela Secretaria Municipal de Transportes do Rio ontem (21), na enseada de Botafogo e arredores, por causa de um culto evangélico da Igreja Universal, que reuniu cerca de 1 milhão de pessoas e parou o trânsito na zona sul da cidade. A informação foi divulgada hoje (22) pelo governo municipal.

O principal motivo das multas foi estacionamento irregular em vias não autorizadas. Essa é a segunda vez que a Igreja Universal calcula de forma equivocada o número de participantes e provoca transtornos aos moradores da cidade.

Ainda na tarde de ontem, a prefeitura fez um pedido de desculpas à população carioca pelos transtornos, por meio de nota, e garantiu que episódios como esse não se repetirão. Na nota, a prefeitura admite que não dimensionou corretamente o evento, sobretudo devido às informações equivocadas dos organizadores a respeito da quantidade de ônibus que iria para o local.

A estimativa da Polícia Militar é de que mais de 4 mil ônibus estacionaram na região durante todo o dia e parte da noite de ontem (21), quase o triplo do que havia sido informado pelos organizadores do evento.

 
Substituto processual: honorários advocatícios de sindicato dependem de declaração de pobreza dos substituídos PDF Imprimir E-mail
Qui, 22 de Abril de 2010 16:58
O sindicato que atua como substituto processual tem direito ao recebimento de honorários advocatícios, desde que haja declaração nos autos de que os empregados substituídos não podem demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da família. Essa matéria, que envolve o direito do sindicato, na qualidade de substituto processual, de receber honorários advocatícios, foi objeto de julgamento recente na Seção I Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho.


A decisão da SDI-1, por maioria de votos, seguiu entendimento do ministro Horácio de Senna Pires, relator do recurso de embargos da Ford Company Brasil contra o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. O relator citou jurisprudência do Tribunal no sentido da necessidade de prova de miserabilidade dos substituídos para a concessão de honorários advocatícios em favor do sindicato.


Segundo o ministro Horácio, a demonstração de hipossuficiência econômica do trabalhador é requisito previsto no artigo 14 da Lei nº 5.584/70, portanto, o sindicato deveria provar que todos os substituídos são beneficiários da justiça gratuita, ou seja, comprovem a percepção de salário inferior ao dobro do mínimo ou declarem possuir situação econômica que não lhes permite demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da família.


Assim, como o sindicato descumpriu a exigência legal, o relator recomendou a exclusão da condenação dos honorários advocatícios. No entanto, antes de essa interpretação conquistar a maioria dos votos dos ministros durante o julgamento, o tema, que ainda é controvertido no TST, reacendeu o debate na SDI-1.


O ministro Vieira de Mello Filho divergiu do relator e reiterou a posição da Primeira Turma do TST que condenara a empresa ao pagamento de honorários advocatícios no percentual de 15%. Para o ministro, a legislação mencionada refere-se à reclamação trabalhista individual, não de ação coletiva, como na hipótese em discussão.


Além do mais, lembrou o ministro, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a amplitude da substituição processual, dispensando, inclusive, a apresentação do rol dos substituídos. Nessas condições, afirmou o ministro Vieira, a exigência de apresentação de declaração de pobreza seria uma repetição do rol dos substituídos, eliminado pelo STF e que provocou o cancelamento da Súmula nº 310 do TST.


O ministro Vieira defendeu a necessidade de assegurar às entidades sindicais que atuam em substituição processual das categorias que representam o pagamento de honorários advocatícios para incentivar as ações coletivas na defesa de direitos ou interesses difusos, coletivos ou individuais homogêneos dos trabalhadores, rompendo com o individualismo processual.


A tese da divergência não saiu vitoriosa, mas foi acompanhada pelos ministros Rosa Maria Weber, Augusto César Leite, Lelio Bentes Corrêa, Carlos Alberto Reis de Paula, corregedor-geral, e João Oreste Dalazen, vice-presidente do Tribunal. (E-ED-ED-RR- 118600-65.2003.5.02.0463)


O presidente do TST, ministro Milton de Moura França, destacou que a tese da divergência deve ser motivo de reflexão para uma alteração da legislação processual trabalhista. Ainda de acordo com o presidente, o artigo 14 da Lei nº 5.584/70 estabelece que a sucumbência na Justiça do Trabalho é para o empregador, desde que o empregado ou o sindicato que o assista esteja no polo do processo. Assim, no entender do ministro Milton, a dispensa pelo STF de apresentação do rol de substituídos pelo sindicato é para facilitar a execução, e não tem relação com a questão dos honorários advocatícios.

Fonte: TST
 
Movimentação nos portos do Paraná aumentou 29% no primeiro trimestre PDF Imprimir E-mail
Qui, 22 de Abril de 2010 16:55
Os portos do Paraná movimentaram, nos três primeiros meses do ano, mais de 7,8 milhões de toneladas de cargas. O resultado é 29,1% superior ao total verificado no mesmo período de 2009. O maior crescimento foi observado no segmento de veículos que, praticamente, dobrou o número de embarques e desembarques. As operações com granéis líquidos e granéis sólidos, também, tiveram desempenhos positivos: 39,7% e 22,3%, respectivamente. No segmento de contêineres, a alta na movimentação foi de 18%.

Segundo dados do Setor de Estatística da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), no primeiro trimestre deste ano, foram exportados pelo Porto de Paranaguá 21.986 veículos, 97,6% a mais que em igual período de 2009, quando o total de embarques somou 11.126 unidades. Os mercados argentino e alemão foram os principais destinos dos veículos embarcados no complexo paranaense.

Pelo levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), o Porto de Paranaguá – segundo maior pólo exportador de produtos automotivos do País – teve o melhor desempenho entre os três principais portos brasileiros, na receita cambial gerada pelas vendas externas desse setor, no primeiro trimestre. A soma de US$ 268,2 milhões foi 84,5% maior que a registrada entre janeiro e março do ano passado. No Porto de Santos, primeiro no ranking, a receita das exportações de veículos teve alta de 62% e no Rio de Janeiro, terceiro da lista, o crescimento foi de 43,8%.

A alta nas exportações de veículos reflete o bom desempenho do setor, cuja produção teve um crescimento de 24,4% no primeiro trimestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2009. Segundo dados divulgados pela Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as exportações de automóveis e máquinas agrícolas somaram US$ 2,6 bilhões – 58,8% a mais que o valor registrado no ano passado.

GRANÉIS – Embora as projeções do setor sucroalcooleiro para as exportações de etanol, na safra 2010/2011, não sejam otimistas (estima-se uma queda de mais de 30%), os embarques do combustível pelo Porto de Paranaguá, de janeiro a março deste ano, foram bem superiores ao volume registrado em 2009. Foram exportados aproximadamente 52,5 milhões de litros, enquanto no primeiro trimestre de 2009, o volume havia sido de apenas 212,5 mil litros.

Os produtores de álcool paranaenses estão mais confiantes com o crescimento do setor. Na última semana, a Associação de Produtores de Bionergia do Paraná (Alcopar) anunciou investimento de R$ 1 bilhão no alcooduto que irá ligar as usinas da região de Maringá a um centro de distribuição em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, e ao Porto de Paranaguá. A previsão é de que a estrutura entre em operação em 2014, com capacidade para escoar 4 bilhões de litros de álcool por ano.

Os embarques de granéis sólidos ficaram comprometidos no mês de março por causa do excesso de chuva, refletindo no resultado do trimestre, que ficou 5,9% abaixo do volume embarcado no mesmo período de 2009. O baixo preço do milho no mercado externo diante da valorização do real frente ao dólar, reteve as exportações do grão, contribuindo de forma expressiva para o recuo nos embarques.

O destaque para a movimentação de granéis sólidos, no primeiro trimestre deste ano, ficou com o segmento de fertilizantes. Foram desembarcadas mais de 1,3 milhão de toneladas – 347,3% a mais que no mesmo período de 2009. O resultado mantém o Porto de Paranaguá na liderança absoluta das operações com esse tipo de produto.

O volume movimentado no complexo paranaense, nos três primeiros meses, é quase quatro vezes maior do que o total desembarcado no Porto de Rio Grande (RS), segundo no ranking nacional. A expectativa dos importadores da matéria-prima, via Porto de Paranaguá, é de chegar, este ano, a um volume recorde de 7 milhões de toneladas: reflexo do crescimento da produção agrícola nacional.
 


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